Cerca de 200 pessoas, a maioria brasileiras, foram encontradas trabalhando em um call center durante uma operação contra suspeita de exploração trabalhista em Assunção, no Paraguai. A ação ocorreu após uma denúncia apresentada por uma trabalhadora brasileira.
A operação foi realizada em um edifício corporativo da capital paraguaia por equipes da Polícia, Ministério Público, Ministério do Trabalho e Direção Nacional de Migrações. Parte dos trabalhadores estrangeiros estava em situação migratória irregular.
Segundo as autoridades, a investigação apura se houve tráfico internacional de pessoas com finalidade de exploração laboral. A suspeita surgiu após uma brasileira relatar que foi recrutada por plataformas digitais para trabalhar no local e passou por um período de teste de três meses sem receber pelos serviços prestados.
Durante a fiscalização, foram identificadas cerca de 200 pessoas distribuídas em três andares. Mais de 40% dos trabalhadores estrangeiros estariam em situação migratória irregular, e o Ministério do Trabalho também apontou informalidades nas relações de trabalho.
A polícia informou, porém, que os trabalhadores não relataram estar presos ou impedidos de deixar o local. A principal suspeita, neste momento, é de que parte deles tenha sido atraída por meio de falsas promessas de emprego e posteriormente ficado em situação de vulnerabilidade por causa da falta de documentação.
Documentos, computadores, pendrives e outros equipamentos foram apreendidos durante a operação. O material será analisado para ajudar a esclarecer como funcionava o esquema e se houve exploração de mão de obra ou tráfico internacional de pessoas.
A investigação continua para identificar eventuais responsáveis e verificar se outras empresas podem estar utilizando método semelhante de recrutamento.
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