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Bombeiros de Goiás estão entre os mais bem pagos do país; diferença chega ao dobro

Salário inicial no estado passa de R$ 8 mil, enquanto em regiões do Norte e Nordeste a remuneração de entrada pode ficar na metade

Bombeiros de Goiás estão entre os mais bem pagos do país; diferença chega ao dobro
Bombeiros militares em Goiás

Os bombeiros militares de Goiás estão entre os mais bem remunerados do país. Dados de 2026 mostram que um profissional em início de carreira no estado recebe entre R$ 8,1 mil e R$ 8,9 mil — patamar bem acima do praticado na maior parte do Brasil. A remuneração é fixada por lei estadual e segue uma tabela única, compartilhada com a Polícia Militar.

O subsídio inicial de soldado de 2ª classe é de R$ 8.145,38 e sobe para R$ 8.980,38 na 1ª classe. A progressão avança de forma consistente: cabo recebe R$ 9.861, terceiro-sargento chega a R$ 10.813, primeiro-sargento a R$ 13.516 e subtenente a R$ 17.167. Entre os oficiais, os valores dão um salto — tenente fica na casa dos R$ 20,7 mil, capitão em R$ 28,5 mil, major em R$ 32,6 mil e coronel pode alcançar R$ 48,3 mil. Na prática, a carreira permite multiplicar o salário de entrada por até seis vezes.

A comparação com o restante do país expõe uma distorção. Em estados do Norte e do Nordeste, a remuneração inicial de bombeiros militares costuma ficar entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a faixa vai de R$ 4 mil a R$ 6 mil, e em Minas Gerais gira em torno de R$ 5 mil a R$ 6 mil. Ou seja: quem entra na corporação em Goiás pode começar ganhando o dobro de colegas que exercem a mesma função em outras regiões.

A diferença escancara a ausência de um padrão nacional de remuneração na segurança pública. O patamar goiano é atribuído a fatores como a política estadual de valorização das forças de segurança, o modelo de pagamento por subsídio — sem gratificações fragmentadas —, reajustes recentes aprovados em lei e a pressão histórica das categorias organizadas. O estado também busca manter salários competitivos para evitar a evasão de profissionais e garantir procura nos concursos.

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