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Bebê é internada com quadro de gripe e sai de hospital com paralisia cerebral

Bebê é internada com quadro de gripe e sai de hospital com paralisia cerebral
Bebê é internada com quadro de gripe e sai de hospital com paralisia cerebral

Uma criança de 2 anos que foi internada com sintomas gripais saiu do hospital com paralisia cerebral após um erro médico no Hospital Sepaco, em São Paulo.

De acordo com a família, a criança sofria de um problema na laringe, que deixa o órgão mais flácido e compromete a paciente em casos de intubação.

Eliana Carvalho, 34, a mãe de Beatriz, 2, contou que chegou com a filha ao hospital com sintomas de gripe e os médicos diagnosticaram que ela estava com bronquiolite.

Beatriz foi internada e ficou respirando com a ajuda de aparelhos por alguns dias, mas foi ficando cada vez mais apática. Na ocasião, a médica explicou à Eliana que o quadro havia piorado pelo fato da bebê está no pico da doença, mas que os medicamentos e o suporte recebido a ajudariam a reagir nos próximos dias.

Porém, o que aconteceu no dia seguinte, mudaria a vida da família. A criança estava com um aparelho nasal para auxiliar na respiração, até então, o equipamento estava ajustado para a pressão 17, que seria correspondente ao peso de Bia.

Contudo, de acordo com a mãe, a médica teria feito uma mudança e aumentou a pressão para 35, o que teria levado Beatriz a passar mal e fazer a profissional decidir pela intubação dela.

O pai logo se preocupou por saber que o procedimento seria complicado devido a condição da laringe da filha, mas a médica foi enfática em dizer que era ela quem sabia do que a menina precisava e iria intubá-la.

A médica sentiu dificuldades em realizar o procedimento, como todos já esperavam, e nesse período, a criança teve parada cardíaca que resultou na paralisia cerebral.

A médica justificou dizendo que havia feito tudo o que podia e que a menina “teria parado por 27 minutos”. O resultado foi catastrófico e deixou Beatriz cega, paralisada do pescoço para baixo, hipertensa e sem condições de se alimentar via oral ou fazer a ingestão de líquidos.

A menina alegre e ativa que corria pela casa e encantava por onde passava, agora é totalmente dependente para tudo. Ela precisa de acompanhamento multidisciplinar 24h, remédios caríssimos e agora convive com um diagnóstico de encefalopatia crônica não evolutiva.

A família processou o plano de saúde Unimed e a mesma foi sentenciada a oferecer suporte com 8 especialistas em atendimento domiciliar e a reembolsar a família quanto aos custos médicos que eles tiveram de R$ 5.500 com juros e correção monetária.

Agora o advogado de Eliana processa o Hospital Sepaco, responsável pelo procedimento feito em Bia e pede pensão vitalícia para a menina.

Apesar da luta do  dia a dia com Beatriz, a mãe não perdeu as esperanças de que a filha recupere a visão e os movimentos e volte a ter uma vida normal.

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