Oito dias após o início da crise no sistema energético do Amapá, e ainda com falhas no fornecimento por turnos previsto pelo governo, moradores tentam adaptar a rotina para enfrentar períodos de até 12 horas sem luz. O prazo definido pela Justiça para solução definitiva do problema termina nesta terça (10) sob pena de multa de R$ 15 milhões.
Segundo um site de notícias do Globo, dividida em dois turnos - de 0h às 6h e 12h às 18h ou de 6h às 12h e 18h às 0h - a retomada parcial do serviço, prevista para durar até o fim desta semana, impõe limitações ao trabalho dos amapaenses.
Em alguns locais, moradores reclamam que além do parcelamento da luz, o serviço é suspenso fora do horário programado e retomado sem qualquer aviso.
A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) informou que o fornecimento pode melhorar conforme as medidas de suporte ao sistema elétrico durante a semana, como utilização de geradores e aumento de produção da Usina de Coaracy Nunes. O estado conta com cerca de 70% de distribuição após o reparo de um dos três transformadores da empresa Isolux.
O sistema de rodízio deve continuar até a chegada de outro transformador que, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), deve começou a ser desmontado para ser enviado à Macapá em até 15 dias.
Sobre a interrupção da eletricidade fora do horário previsto, a CEA explica que disse que os problemas serão corrigidos a medida que os consumidores relatarem as falhas, por meio do telefone 116.
A distribuidora de energia conta com três transformadores de energia para atender o estado: um deles foi atingido por um raio, que causou um incêndio que acabou atingindo os outros dois. Já o de backup estava parado para manutenção há quase 1 ano. O motivo da demora no reparo do aparelho de retaguarda será investigado. Depois da crise, apenas um dos três transformadores voltou a funcionar.

