BRASÍLIA - O governador de São Paulo e pré-candidato a presidente , , disse nesta quarta-feira que tem que ser respeitada a decisão do Tribunal Regional Federal da 4º Região, de marcar para 24 de janeiro o julgamento do recurso do ex-presidente Lula contra sua condenação no caso do triplex do Guarujá.
— Nós não entramos na seara jurídica, que é outro poder . Decisão judicial se respeita. Nós tratamos da questão política e temos divergências de visão com o PT em inúmeros campos. Quem vai ser candidato é um assunto interno no PT — comentou o novo presidente do PSDB e adversário de Lula na corrida pelo Planalto.
E criticou a reação dos petistas e de Lula ao processo na Justiça.
— Não vamos chegar a terra prometida com voluntarismo, mas sim com trabalho, perseverança, sacrifício, falando a verdade para as pessoas — disse Alckmin.
Ao final da reunião da Executiva do PSDB hoje, quando foi criado um grupo de trabalho para definir as regras da escolha do candidato do partido a presidente , Alckmin disse que, pessoalmente, defende previas com todos os filiados , mas é preciso verificar a viabilidade de fazê-las, como foi feito em São Paulo duas vezes. O novo presidente do PSDB disse que caberá a comissão criada hoje avaliar a factibilidade e os custos. A estimativa é que são 1.5 milhão de filiados, mas não há um cadastro atualizado, sendo que apenas cerca de 800 mil possuem e-mails. Não há data para a realização das prévias para escolha do candidato a presidente do PSDB, mas a ideia é que aconteça antes de março, data da janela partidária que permitirá troca de partidos.
— Como isso pode ser feito? Vamos espalhar urnas pelo país inteiro? No Brasil são mais de cinco mil municípios. Precisamos ver a forma de fazer e os custos. Mas a princípio todos estão de acordo com essa possibilidade. O grupo de trabalho vai nos apresentar as propostas — disse Alckmin.

