O adolescente de 14 anos que invadiu o Colégio Municipal Eurides Sant'Anna e matou uma cadeirante nessa segunda-feira (26), na cidade de Barreiras, na Bahia, usou a arma do próprio pai, um policial militar, para fazer o ataque.
O homem contou à polícia que guardava a arma debaixo do colchão e que o filho não tinha acesso a ela. No momento do ataque, o jovem, que era aluno da escola, mas não frequentava as aulas, estava vestido de preto, encapuzado e já entrou com a arma em punho e um facão na outra mão.
Ele fez vários disparos na direção dos estudantes e funcionários, mas a arma chegou a falhar ao menos duas vezes.
A primeira pessoa contra quem ele atirou foi um guarda que percebeu a arma e saiu correndo para buscar ajuda. Em seguida, ele atirou contra os colegas, mas como a arma falhou, eles tiveram tempo de correr e avisaram outros alunos que estavam concentrados na quadra.
Geane da Silva de Brito, 19, porém, era cadeirante e não conseguiu escapar. Ela foi baleada, esfaqueada várias vezes pelo adolescente e acabou morrendo.
Como o colégio é gerido pela PM de Barreiras, haviam policiais presentes na instituição, mas eles trabalham desarmados. Um popular que passava pelo local foi quem conseguiu conter o jovem, após atirar nele três vezes.
O menor passou por cirurgia e segue internado em um hospital. O quadro de saúde dele é estável.
A polícia ouviu ainda ontem alguns familiares do jovem que disseram estar surpresos com a atitude criminosa dele. O rapaz foi descrito por todos como tranquilo e introspectivo, mas não apresentava comportamento violento.



