Pastelaria chinesa que usava carne de cachorro volta a funcionar no Rio Pastelaria chinesa que usava carne de cachorro volta a funcionar no Rio

Pastelaria chinesa que usava carne de cachorro volta a funcionar no Rio

Por Portal do Holanda

14/04/2015 20h23 — em Bizarro

Investigando denúncias de uma máfia de trabalho escravo em pastelarias chinesas do Rio de Janeiro, o Ministério Público do Trabalho do estado descobriu um 'algo a mais' chocante: o uso da carne de cachorros para rechear pastéis que clientes brasileiros compravam achando que se tratava de carne de boi. Depois das denúncias, o estabelecimento foi fechado, mas voltou a funcionar com outro dono que pode ter parentesco com o antigo.

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Nos fundos da pastelaria Parada de Lucas, foram encontrados cachorros sem pele congelados em uma caixa de isopor. Os animais podem ter sido mortos a pauladas, e sua carne servia de recheio para pastéis vendidos no local.

A procuradora Guadalupe Louro Couto, que viu o local, relatou “Tinha muita carne estragada. O cheiro daquele lugar era insuportável”. O local foi fechado na época da denúncia, porém já foi reaberto e ocupado por um novo dono. E vizinhos afirmam que o homem é sobrinho da mulher de Van. Pastelarias chinesas pelas redondezas também perderam muitos clientes desde a descoberta. 

O chinês Van cumpre pena de oito anos e seis meses de prisão, e afirmou que o uso de carne de cães na produção de pastéis é uma prática comum nas lanchonetes chinesas, e que pegava os animais na rua do bairro, na Zona Norte do Rio.


Local onde ficava o funcionário escravo.

Além da carne do animal doméstico, a procuradora Guadalupe conta que as circunstâncias de trabalho escravo foram chocantes. "Já vi muita coisa ruim, principalmente em trabalhos que realizei em fazendas do Mato Grosso. Mas o que encontrei naquela pastelaria foi o pior de tudo. Para começar, havia uma cela, como se fosse uma cadeia, onde o trabalhador ficava encarcerado. Além disso, ele convivia com o cheiro dos cachorros mortos, que ficavam ao lado dele. Não aguentei e, quando senti o cheiro, comecei a passar mal e pedi para sair. Ao abrirmos as caixas de isopor, vimos os cachorros congelados e ficamos perplexos”,  disse em entrevista ao “O Globo”.

Um dos funcionários do lanche era impedido de sair do local de trabalho e era constantemente torturado com pauladas, chibatadas e queimaduras de cigarros. 

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Guadalupe relatou ainda que a vítima dava expediente das 5h30 às 23h sem receber salários. Segundo ela, constatou-se uma constante nesses casos em que as vítimas eram convidadas para vir ao Brasil e, ao chegar, eram informadas de que trabalhariam três anos sem receber para pagar as despesas da viagem.

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