As mentiras de sempre vão estar na boca dos candidatos em 2022. Uns com mais pecados que outros. A ilusão de dias melhores será a mercadoria oferecida ao eleitor, que como sempre vai comprar sem observar o prazo de validade.
A pandemia de Covid 19, que matou mais de 600 mil brasileiros, dos quais 14 mil amazonenses, vai estar em todos os discursos: Daqueles que delinquiram deliberadamente e dos que se autoproclamaram defensores de uma ordem perdida, de uma ética perdida, apontando culpados pelo uso de medicamentos de eficácia não comprovada, mas cúmplices daqueles que fizeram amazonenses de cobaias, em experimentos considerados pela Unesco como "violação aos direitos humanos e uma das infrações éticas mais graves e sérias da história da América Latina".
A esses políticos - que calaram sobre esse fato escandaloso na CPI do Senado - não será dado, sequer, o benefício da dúvida.
Se houve criminosa omissão por parte dos agentes públicos no Estado, alguns pré-candidatos também pecaram pela cumplicidade, compadrio, interesses comezinhos, alianças espúrias que sem dúvida estarão sacramentadas nas chapas que serão formadas a partir das convenções partidárias.
Será neste momento que darão ao eleitor mais atento uma confissão: a de que carregam culpas, mas não remorsos.
São especialistas em atirar pedras. Não são melhores nem piores que Bolsonaro e seus seguidores. São iguais. E por serem iguais, fica o eleitor sem saber onde reside a verdade e o tamanho das mentiras que eles propagaram, em nome de uma ética do interesse público que eles não têm.
Vamos continuar falando sobre isso. O eleitor tem que acordar e descobrir os pecados de cada um deles…


Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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