A senadora Vanessa Grazziotin literalmente fez "cara de paisagem" ontem na tribuna do Senado. Disse que as manifestações populares mostram o esgotamento do atual modelo político, criticou os que acusam a proposta do governo Dilma de fazer plebiscito para realizar a reforma política de "golpe" e concluiu: "Existe a necessidade de a classe política se aproximar da população. Existe melhor forma do que dividir com a população essa reforma?".
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Falou como se não fizesse parte da classe política, depois de três mandatos de vereadora em Manaus, três de deputada federal e já com meio mandato de senadora cumprido.
DILMA NÃO QUIS SER RESPONSABILIZADA SOZINHA
A reforma política foi uma ideia da presidente Dilma, não dos manifestantes que foram para as ruas protestar contra a corrupção, os gastos excessivos do governo, a falta de segurança. Quem responsabilizou a classe politica pelos desmandos que o Brasil vive atualmente, foi de novo a presidente.
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Então o que queriam os manifestantes: menos corurpção, uma presidente menos omissa, uma economia mais forte, transporte público digno. Dilma respondeu com a ideia de um plebiscito. Na prática, não quis ficar só contra a parede, disse em outras palavras que os politicos de um modo geral eram omissos ou coniventes.
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Por isso ela foi tao mal avaliada quando os institutos de pesquisa perguntaram para os brasileiros como Dilma havia respondido ao clamor das ruas.
JOSUÉ PODE RECEBER MANIFESTANTES
Os manifestantes que tomaram a frente da Assembleia Legislativa no início da tarde de ontem prometeram ficar acampados por lá até serem recebidos por algum deputado. O que deve acontecer hoje, já que o presidente Josué Neto tem compromisso de reunir com os manifestantes de Manaus para continuar as articulações visando uma reunião geral com autoridades de todos os poderes constituídos. Ontem não foi possível, já que a maioria dos deputados estava voltando de Parintins, inclusive o presidente.
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Com a manifestação, a casa encerrou o expediente às 12h. Mas metade dos cerca de 100 manifestantes armaram barracas à noite.
ARTUR INTERVÉM EM GREVE
O prefeito Artur Virgílio Neto falou por aproximadamente 20 minutos de cima de um carro de som que estava estacionado na sede da Global, onde na segunda-feira, 1o de junho, os trabalhadores estavam reunidos e com os braços cruzados. Ele fez questão de, pessoalmente, acalmar os ânimos dos motoristas e cobradores que buscam melhorias no sistema. Em seguida pediu para que todos confiem na nova gestão.
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“Vou acompanhar pessoalmente todos os pleitos de vocês. Quero que confiem em mim”, afirmou o prefeito, muito aplaudido por quase mil pessoas, que elogiaram o fato de Arthur Neto se dispor a negociar um problema de uma empresa de transporte coletivo.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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