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Muitos nomes já foram oferecidos a Dilma Rousseff como alternativa a Serafim. Um deles, o da própria superintendente Flávia Grosso, conforme "sugestão"do presidente do Centro das indústrias, Maurício Loureiro. Mas o nome que o PMDB defende é o do secretário de Fazenda do Amazonas , isper Abrahim. Nem Grosso nem Abrahim . Fora a indicação do PSB, Dilma e Lula acham que há uma divida com o ex-prefeito de Manaus, abandonado pelo Planalto nas eleições de 2008. E pretendem resgata-la agora.
O PODER DE SERAFIM
As indústrias do polo de Manaus faturaram ano passado perto de 24 bilhões de dólares e devem encerrar 2010 com um recorde: US$ 26 bilhões. O faturamento é das empresas, mas a Suframa comanda a política de incentivos fiscais que catapulta o crescimento das indústrias e seu superintende tem um papel importante nesse processo.
DENÚNCIA VAZIA
Depois de denunciar em julho a existência de atos secretos no Tribunal de Justiça do Amazonas, o desembargador João Simões prometeu uma política moralizadora para o tribunal. Já se vão cinco meses e nada. Os atos deixaram de ser secretos com a publicação no Diário Eletrônico de todos os atos que estavam sob tapetes de conveniências e acertos nada republicanos. Simões assinou meia dúzia de demissões e coisa ficou do jeito que estava. Quem ingressou no tribunal por injunção politica permanece lá, intocável.
O CNJ IGNORADO
A determinação do Conselho Nacional de Justiça,f eita em 2009, para que os assessores dos desembargadores amazonenses fossem limitados em seis não vem sendo cumprida pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. Na última inspeção em Manaus o conselho fixou o limite de seis servidores nos gabinetes, sendo que três teriam que ser necessariamente concursados. O Tribunal simulou o cumprimento da medida, mas não a adotou de fato. Há desembargador com 13 assessores . Como os gabinetes são pequenos, há gente saindo pela ladrão, ou em casa. E você, leitor, pagando a conta.
POR CAUSA DO "H"
O senador Arthur Virgilio sumiu literalmente das redes sociais após a derrota na eleição de outubro. Sua página no twitter mudou de nome, mas está há um mês sem atualização. O "@senadorarthur" cedeu lugar a "@ArthurVirgilioAM". A palavra senador foi podada e o velho "H", que parece ter feito tanta falta na última eleição, voltou a compor a grafia do nome "artur", que assim justifica: "Infelizmente, meu primeiro nome saiu sem o "h". Isso está sendo consertado"...
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Não foi "uma falha", mas uma medida adotada pelos seus marqueteiros, que entre os muitos erros mutilaram o nome do candidato. Tanto que os releases da assessoria do senador chegavam sem o "h" nas redações. Claro que isso não foi determinante para a derrota.Mas Artur, agora Arthur, ainda tenta entender o naufrágio nas urnas.
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Não pode culpar um simples "H". Melhor prestar atenção no "B', que compõe ao mesmo tempo a grafia dos nomes do seu desastrado ex-coordenador de campanha e do seu inimigo número um.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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