O debate entre o senador Omar Aziz e Maria do Carmo, na Tv Norte, foi baseado em propostas, o que era que se esperava dos candidatos. Mas o episódio envolvendo a vice de Omar, Alessandra Campelo, e o apoiador de Maria do Carmo, Kidson Maia, ex-candidato a deputado estadual, que aparece fazendo um gesto de degola em sua direção, não foi apenas lamentável, mas uma ameaça que deve ser apurada com o rigor que o caso merece.
Ainda que surjam explicações atribuindo o gesto ao calor das emoções ou às paixões próprias da disputa eleitoral, permanece, no mínimo, um comportamento incompatível com o respeito exigido pela vida pública.
A parlamentar anunciou que levará o caso às autoridades, às quais caberá apurar as circunstâncias e eventual responsabilidade criminal. A reprovação política do comportamento, contudo, não depende dessa conclusão.
A identificação com uma candidatura não concede licença para intimidar adversários. A política admite divergências, provocações e confrontos, mas não pode converter a hostilidade em método.
Nenhuma candidatura deve responder automaticamente pelos atos individuais de seus apoiadores. Isso não afasta a responsabilidade de preservar um ambiente de respeito entre os diferentes campos políticos.
Quando o excesso passa a ser tolerado como manifestação natural das paixões eleitorais, o debate perde espaço para a agressividade. Há comportamentos cuja gravidade não se desfaz com explicações posteriores.
Por mais que se invoquem as emoções da disputa, a tentativa de justificar o injustificável pode esbarrar na fronteira do indesculpável. A identificação com uma candidatura não concede licença para intimidar adversários.
A política admite divergências, provocações e confrontos, mas não pode converter a hostilidade em método.
Quando o excesso passa a ser tolerado como manifestação natural das paixões eleitorais, o debate perde espaço para a agressividade.
Há comportamentos cuja gravidade não se desfaz com explicações posteriores. Por mais que se invoquem as emoções da disputa, a tentativa de justificar o injustificável pode esbarrar na fronteira do indesculpável.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.
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