A decisão do prefeito Artur Neto de homenagear Nelson Madela, colocando o seu nome no Parque Ponta Negra, é interessante pelo que o lider sul-africano simboliza, como defensor da liberdade e dos direitos civis. Mas a reação nas redes sociais foi negativa. A idéia de que a hora é propícia para resgatar a memória de um amazonense - e são tantos os que partiram nos últimos anos, deixando um legado para a cidade e o Estado - parece oportuna.
Manaus é um mundinho que tem escondido a sua história, seu passado e seus principais personagens. Uma cidade construída no sacrificio, isolada do País, que precisa reconhecer seus atores, independente da área onde atuaram em vida.
Nomes não faltam. Entre os jornalista, Carlos zamith, Flaviano Limongi, Ernesto Coelho e Orlando Farias. Entre os políticos, Raimundo Parente, Plínio Coelho e Gilberto Mestrinho.
A música perdeu Abílio Farias, o boêmio que casaria muito bem com o Parque Ponta Negra. Mandela continuará simbolizando a liberdade, mas Ponta Negra é boemia, sol, diversão e tem a cara do Abílio em cada um dos personagens que a frequentam, vindos de todas as zonas da cidade, meio nus, meio desesperançados...
Leia em instantes a coluna Bastidores da Política , na íntegra...
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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