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Sinésio joga a toalha. Amazonas não tem condições de produzir tablets

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Por Holanda
10/06/2011 11h16 — em Coluna do Holanda
Em meio à luta do governador Omar Aziz na busca de minimizar os impactos negativos da medida provisória 534, que desonera em cerca de 32% a produção de tablets no restante do país, tirando a competitividade do Pólo Industrial de Manaus, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado  Sinésio Campos (PT) afirma que o Amazonas não teria mão-de-obra qualificada para produzir tablets, caso o produto fosse fabricado em Manaus. Ou Sinésio sabe demais e ousa falar além da medida como lider do governo,  ou está do lado errado e jogando contra.  

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Como líder do governo Sinésio, que é professor, sabe que o Amazonas foi único estado brasileiro que ficou de fora do projeto do Governo Federal que disponibilizava recursos para a construção de escolas técnicas destinadas exatamente à formação de  pessoal para a área de tecnologia da informação e  software. A coisa funcionava assim: o governo federal entrava  com os recursos para a obra e laboratórios, enquanto o estado oferecia o terreno e se responsabilizava pela  manutenção da escola.

Um secretário simplório demais


Quando indagado por que das razões de não aderir ao projeto das escolas técnicas,  o secretário Gedeão Amorim, com aquele jeito simplório de ser, afirmou que a manutenção  era cara e que o estado não aguentaria tamanha responsabilidade.
Diante da indiferença de um secretário de governo com uma área fundamental para alimentar com mão de obra  especializada o polo industrial de Manaus, o líder do governo, Sinésio Campos, deve ter razões ao escolher o time do lado de lá.

João Simões quer agradecer ‘ajuda’ de deputados

Agora que conseguiu o que queria, o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador João Simões, quer  comparecer   à Assembleia Legislativa do Amazonas para, segundo ele, agradecer pessoalmente "a sensibilidade" dos deputados estaduais que concordaram em abrir mão de 0,2% do orçamento e remanejar a diferença para a Corte de Justiça.

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Durante os dois meses em que ameaçou extinguir 36 comarcas no interior, caso os recursos do TJ não engordassem, Simões ‘escorregou feito sabonete’ para não comparecer ao Legisaltivo e dar explicações aos deputados sobre a medida.

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Os deputados José Ricardo, Marcelo Ramos e Luiz Castro foram os mais insistentes nessa convocação, mas nem mesmo o presidente da Casa, deputado Ricardo Nicolau se prontificou a levar o desembargador para a sabatina. Agora com o cofre reforçado em R$ 20 milhões até dezembro, Simões se sente mais à vontade para falar com os parlamentares. Assim é fácil.

Telefonistas do SAMU vão custar meio milhão de reais


O serviço de atendimento que os telefonistas prestarão ao SAMU 192 custarão R$ 500.280,00 aos cofres públicos. O contrato da Prefeitura de Manaus foi feito junto a empresa K.L. Serviços Empresariais.

Com aperto, Waldívia se solta

Os ‘apertos’ que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) tem dado na Secretaria de   Infraestrutura (Seinf) levaram a secretária Waldívia Alencar a por o ‘bloco na rua’ e está retomando as fiscalizações das obras nos municípios do interior do Estado. Pelas autorizações de viagens designadas pela secretária, os técnicos da Seinf cumprirão missões durante todo o mês de junho nas cidades de   Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Silves, Itapiranga, Manaquiri, Autazes, Iranduba, Manacapuru, Careiro da Várzea, Urucará, São Sebastião do Uatumã, Tefé, Alvarães e Uarini.

Omar intensifica viagens ao interior do Estado


O governador Omar Aziz arregaçou as mangas e decidiu que vai se voltar para o interior do Estado. A caravana de Omar e José Melo seguirá viagem neste domingo (12) rumo aos municípios de Itacoatiara, Urucurituba e Borba. O retorno a Manaus está previsto para terça-feira (14).

Pra inglês ver

O senador Eduardo Braga (PMDB) está a dizer que o Bolsa Verde do programa Brasil sem Miséria, criado pela Presidente Dilma Rousseff,  foi inspirado no Bolsa Floresta criado por ele aqui no Amazonas. Até aí tudo bem. O problema é ele dizer que os R$ 50 que o tal Bolsa Floresta entrega ao caboclo “paga” por serviços ambientais. Que nem diz o caboclo: cumo já?

É mesmo, senador ?

O senador João Pedro (PT), que ainda consegue ficar deslumbrado por ser fotografado ao lado do comandante geral da Marinha, Júlio Soares Neto, afirmou que: “Um país que quer ter assento no Conselho de Segurança da ONU tem que ter Aeronáutica, Marinha e Exército fortes”. Pode até ser verdade, senador, mas é preferível ficar com a afirmação de Monteiro Lobato de que “um país se constrói com homens e livros”. De preferência, escritos com a observação da norma culta da última flor do Lácio.

Dá-lhe Vanessa

Ao defender, ontem, no Senado da República, uma política de aviação regional que ofereça boas condições para as empresas atuarem e preços acessíveis aos usuários do serviço na Amazônia, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) esqueceu as luvas e disse que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pouco conhece das condições em que as aéreas operam na região. Como boa estrategista, a senadora sabe que a melhor defesa é o ataque.

Animal político


O deputado Luiz Castro (PPS) faz jus à afirmação do filósofo de que o homem é um animal político. Mesmo contrafeito, enfrenta as possibilidades de mudar as coisas, como bem ilustra sua afirmação desta quinta-feira: “Vou participar de reunião com a secretária de Meio Ambiente e o vice-governador sobre política de meio ambiente. Não me nego a dialogar.”

Grana federal

Diz o deputado estadual Adjuto Afonso (PP) que a Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental (Ahimoc) prevê investimentos de R$ 1 bilhão para Amazonas, que inclui a construção de novos portos, terminais, além de ações para melhorar a trafegabilidade fluvial no Estado. Adjuto está apostando suas fichas em Sabá Reis, fiel escudeiro do ministro dos Transporte Alfredo Nascimento e, não por acaso, principal executivo da Ahimoc. Adjuto tanto acredita que quer cessão de tempo na Assembleia Legislativa para Reis expor o plano de investimento da Ahimoc.

Sob pressão

As empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) não estão estão ligando para a polêmica que envolve as organizações que fabricam hardware em Manaus. Tanto é assim que o primeiro quadrimestre de 2011 fechou com faturamento nas nuvens. As indústrias do PIM faturaram US$ 12,7 bilhões até abril de 2011, contra US$ 10,3 bilhões no mesmo período de 2010. Se sob fogo cerrado o PIM consegue esse desempenho, imagine se tivesse melhores condições logísticas e infraestruturais.

Cobrança

O vereador Hissa Abrahão (PPS) está em Brasília nesta sexta-feira. Vai tratar de sua candidatura a prefeito em 2012, junto ao presidente da sigla, Roberto Freire. Diz o vereador que vai aproveitar a viagem para cobrar medida do Ministério Público Federal (MPF) no sentido de entrar com Adin contra a MP 534 que incentiva a produção de tablet em qualquer Estado brasileiro

Luiz Castro sugere um estágio na SUSAM para o filho de “Bira”


O deputado estadual Luiz Castro (PPS) disse ontem, na tribuna da ALE-AM, que a nomeação de Rhoam Caio Lima de Araújo, filho do motorista do senador Eduardo Braga (PMDB), Ubiracy Araújo, mais conhecido como ‘Bira’, para ocupar cargo na Secretaria Adjunta de Compensações Ambientais (Seaca), vai na contramão do discurso do governador Omar Aziz. Segundo o parlamentar, esse tipo de nomeação não contribui em nada para a gestão ambiental do Estado, uma vez que o filho de “Bira” é acadêmico de Odontologia.

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“Eu não tenho nada contra o Bira, pelo contrario sempre me tratou bem, mas o filho dele não tem formação na área ambiental. Como vocês acham que pode se sentir um analista ambiental que fez concurso, mestrado, e de repente vê um estudante de Odontologia ocupando o mais alto cargo comissionado na pasta de meio ambiente ? Por quê ele não desenvolve as aptidões dele em um estágio na SUSAM ? ”, questionou Luiz Castro
 
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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