Dilma perdeu amigos na Amazônia
Nos anos 70 a Amazônia acolheu a guerrilha no araguaia e se tornou um cemitério para centenas de jovens idealistas brasileiros que resolveram empunhar armas para enfrentar a ditadura militar que se instalou no país após o golpe de março de 1964. Dilma os conhecia bem. Participava do movimento, mas ficou nos centros urbanos enquanto seus colegas eram caçados como bichos e executados.
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A declaração da presidente é um desrespeito a esses jovens, seus ex-colegas e amigos, que escolheram a Amazônia para pegar em armas e enfrentar a ditadura. Ao contrário de Dilma, eles conheciam bem a região, onde foram acolhidos e sobreviveram por muito tempo. Se morreram nas mãos dos militares, foi porque foram traídos. Por quem ? A história não conta.
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Quanto a Jobim, o ex-ministro é um homem qualificado, que deu sua contribuição ao país. Quem sabe não é chamado pelo governador Omar Aziz para resolver o problema da segurança no Amazonas, realizando assim o desejo da presidente de ver seu ex-minisrro numa região que ela acha ser um grande castigo ?
Preconceito presidencial
A frase de mau gosto da presidente Dilma Rousseff ao dizer que, se pudesse, deixaria o ex-ministro Nelson Jobim na Amazônia foi contestada pelo vereador Homero de Miranda Leão (PHS). Para o vereador, a frase demonstra o preconceito que as pessoas que não são do Norte e Nordeste sentem. Para Miranda Leão, pessoas como a presidente não conhecem a região e se julgam supreriores.
De cartel para cartel
O prefeito Amazonino Mendes prorrogou por mais seis meses o prazo no qual não serão concedidas licenças para construção de novos postos de abastecimentos em Manaus. O fundamento legal é a organização do espaço urbano e a estruturação do novo plano diretor de Manaus. Por outro lado, ganha quem já está estabelecido, pois a medida implica na redução da concorrência. Como em Manaus um cartel substitui a concorrência, não faz muita diferença abrir ou não novos estabelecimentos do gênero.
Carreira de sucesso
Na edição do Diário Oficial do Município (DOM) do dia 5 de agosto foram aposentados dois auditores fiscais da prefeitura de Manaus. O primeiro com aposentadoria de R$ 18,38 mil, o segundo com R$ 17,76 mil. Na mesma edição, ato do prefeito também aposenta um médico com benefício de R$ 4,76 mil. Quem quiser fazer sucesso e ganhar dinheiro no serviço público, com certeza não deve se matar de estudar para se formar em medicina. É suicídio, mesmo, pelo menos financeiro.
Arthur mantido
O juiz Vasco Preira do Amaral, relator do agravo no qual a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) solicita que o ex-senador Artur Neto (PSDB) seja excluído da disputa jurídica por ter interesse direto no resultado do processo, não foi considerado. O relator decidiu manter Artur Neto como assistente auxiliar, uma vez que a decisão que determinou sua inclusão é de natureza irrecorrível.
Provocação aos petistas
A cobrança de pedágio para quem transitar pela ponte sem nome sobre o rio Negro continua na ordem do dia. Ontem, o deputado Sinésio Campos (PT), que é favorável ao pedágio, foi provocado por uma eleitora: ela perguntou a Sinésio se quem é portador da cateirinha do PT também vai ter que pagar a taxa. A resposta, indignada do deputado: “O pedágio será cobrado a todo cidadão que estiver de carro.” Com isso escapam os motoqueiros, ciclistas e os que andam a pé.
Caminhada de Marcelo
Depois de cumprir a promessa de chegar de bicicleta na abertura dos trabalhos legislativos do segundo semestre na Assembleia Legislativa do Estado, o deputado Marcelo Ramos (PSB) está avisando que na semana que vem ele vai para a ALE a pé: a caminhada é um protesto para pedir a conservação das calçadas da cidade.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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