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Mas acabou recompensado pelo prefeito de Iranduba, Nonato Lopes(PMDB), que ao ser entrevistado pela jornalista, atribuiu ao senador a coragem de fazer "uma grande obra", quando esteve à frente do governo do Amazonas
Omar faz, Braga leva a fama
A ponte está sendo concluida pelo governador Omar Aziz, que teve a coragem de assumir os furos deixados pelo antecessor. Mas Braga vai aparecer na fotografia quebrando uma garrafa de champanhe na inauguração de uma obra que custou muito aos cofres públicos.
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Aliás, por falar em ponte, o dinheiro gasto por Braga no início da obra será cobrado dos motoristas que a utilizarem: vão pagar pedágio... É o chamado custo Amazonas, debitado na conta do contribuinte...
Agora vai?
O prefeito Amazonino, já considerado com os pés e as mãos no PDT do Amazonas, vai encontrar um partido pequeno e zangado, que em 1997 sequer sabia onde estavam os seus filiados. Em fevereiro daquele ano, o diretório regional criou uma Comissão Provisória Municipal, tendo como presidente José da Rocha Freire, que anunciou a primeira providência: fazer um "inventário" para localizar os quase três mil filiados. "Precisamos fazer um elo de ligação entre o partido e os filiados, porque não sabemos onde todos estão", informou Rocha Freire. Já o secretário Lionel Ferreira dizia que "pegar na mão, assim, na hora", o PDT podia contar com uns 100 filiados e talvez outros 400 pudessem ser contatados normalmente.
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Em 1984, o próprio Rocha Freire conseguiu 600 das 1.200 assinaturas exigidas para criar o partido. Os dirigentes reconheciam a desorganização do PDT, um ano antes da eleição de 1998. Agora, faltando um ano para a eleição municipal de 2012, o PDT escancara as portas para Amazonino, em meio a denúncias graves feitas pela revisto IstoÉ, contra ninguém menos do que o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, também ministro do Trabalho: o mesmo que avalizou o ingresso de Amazonino na sigla. O PDT amazonense não tem senador, nem deputado federal e estadual. Mas tem o vereador Mário Frota, um barulhento inimigo de Amazonino e que já prometeu desertar com a chegada do Negão.
Pregando no deserto
O deputado federal Francisco Praciano (PT) leva a sério o cargo de coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção. O deputado informa que na próxima terça-feira 9, haverá uma audiência com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, com a presença dos presidentes de comissões onde tramitam projetos de combate à corrupção.
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Praça quer convencer Marco Maia a colocar na Ordem do Dia, para votação, todas as matérias que estejam prontas para a pauta. Pode estar pregando no deserto. Afinal, ele é do PT, partido que é dono do governo federal há quase nove anos e está se notabilizando pelos escândalos de corrupção no mais alto escalão da República. Assim fica difícil, mesmo para o bem-intencionado Praça.
A hora do PDT
Depois do PR, o PDT é outro partido aliado do governo Dilma a ser mostrado as vísceras ao distinto público, por suas ligações nada republicanas com os sindicatos, federações e confederações, conforme denunciado ontem pela revista IstoÉ. No Amazonas, o partido perdeu o seu maior líder, Jefferson Péres (hoje falecido) que até agora não teve um substituto à altura do prestígio que ele adquiriu no Senado.
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A matéria da IstoÉ faz um retrato do "ex-jornaleiro" Carlos Lupi que, em harmonia com o deputado federal Paulino da Força, também do PDT, virou "personagem de um novo milagre: o da multiplicação de sindicatos". A revista também fala na existência de balcão de negócios para a concessão de cartas sindicais, "que chegariam a custar R$ 150 mil no mercado negro da burocracia federal". Pode não resultar nada para o PDT, mas foi uma denúncia de corrupção da revista Veja contra o ministério dos Transportes que provocou o maior estrago no PR do agora senador Alfredo Nascimento.
Licença para campanha
O projeto da vereadora Cida Gurgel (PRP) para exterminar a licença de 120 dias que permite aos vereadores se dedicarem à campanha eleitoral vai esquentar o debate na Câmara Municipal de Manaus. Tem gente contra e outros a favor como a vereadora Vilma Queiroz (PTC). Ela afirma que o prazo de dois meses é razoável, desde que o suplente substitua o licenciado. O problema é se a moda pega e os suplentes tomem conta da Câmara em época de eleições.
Carona de bike
O vereador Marcel Alexandre (PMDB) está aproveitando mais o passeio de bicicleta que o protagonista, deputado Marcelo Ramos (PSB). Explica-se: nesta segunda-feira o vereador aproveita a carona na bike de Ramos e entra com projeto que deve sistematizar as ciclovias no município. Ideia boa, principalmente se o projeto vingar e a lei for colocada em prática.
‘Ambulantes fixos’
O deputado Marco Antonio Chico Preto (PP) descobriu que tem “camelô” vivendo do aluguel das bancas de ambulantes no Centro de Manaus. Diz ele que tem uns com até 20 bancas, nem trabalham mais, vivem do aluguel. Ao mesmo tempo em que prega a formalização dos ‘ambulantes fixos’ como microempreendedores, Chico diz que é difícil encontrar uma palavra para definir a desorganização do Centro.
Feiras municipais
Diz o vereador Elias Emanuel (PSB) que seus correligionários estão unidos contra o projeto do Executivo municipal que privatiza feiras e mercados em Manaus. Ontem os vereadores Elias Emanuel, Joaquim Lucena e o deputado Marcelo Ramos, todos do PSB, estavam na feira da Compensa mostrando os pontos negativos do projeto de Amazonino Mendes. O eleitorado ali é grande e número de feirantes bem expressivo. Tiveram plateia.
Hospital-ambulância
Com base eleitoral forte em Presidente Figueiredo, o deputado Vicente Lopes (PMDB) se sente à vontade para criticar a administração daquele município. Desta vez ele está desqualificando o Hospital Municipal Heraldo Neves Falcão. Na visão do peemedebsita, a realidade é que o hospital de Presidente Figueiredo é a ambulância que transporta pacientes para Manaus. Lopes, no entanto, avisa que já está para resolver o problema, pois pediu que o governador Omar Aziz inclua no orçamento de 2012 recursos para construir outro hospital ali. Quer dizer, os deputados não conseguem emplacar, mesmo, nenhuma emenda.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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