Entre 130 e 150 brasileiros são assassinados diariamente. A maioria por motivos fúteis - futebol, droga, religião, mulher e politica estão entre as causas mais comuns. Muitos deles são homens simples, semialfabetizados e fanáticos.Vivem e morrem por causas que não são deles. Cada um tem uma história que nem sempre é contada pela mídia, para quem importa o sangue derramado, as escolhas que faz em franco contraste com a ética e a isenção que descaradamente defende, enquanto de outro lado grupos antagônicos tiram proveito político dessa carnificina, alimentando com seus discursos permeados de mentira e falsidade a “não violência”, quando a estimulam. É o lado de fachada de uma sociedade doentia e hipócrita.
Dois amigos trabalham no mesmo lugar no Mato Grosso, se encontram e se cumprimentam diariamente. Mas uma suposta discussão sobre política leva um deles a matar o outro. É o que conta a mídia sobre o caso envolvendo o assassinato de Benedito Cardoso pelo colega de trabalho Rafael de Oliveira - este ultimo bolsonarista e o primeiro, lulista. Mas foi essa a causa do desentendimento que resultou em ato de violência fatal? Talvez não.
Nenhuma violência é justificada, menos ainda a política. Mas o que a imprensa tem feito para ajudar a reduzir a tensão que tomou conta do País neste momento crucial inclusive para a democracia brasileira? Dá a um caso isolado a dimensão que ele não tem. A pretexto de denunciar a barbárie, acusa um dos lados em disputa. Na prática, abdica da isenção e toma partido.
É verdade, há uma guerra no Brasil que não envolve apenas lulistas e bolsonaristas. Tem a imprensa “profissional” abdicando do jornalismo e fazendo o jogo sujo de sempre.
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Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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