Lançar uma pré-candidatura é uma forma de ocupar o debate, medir força nas pesquisas e ganhar poder de barganha. É estratégia. Faz parte do funcionamento do sistema. Mas também gera uma expectativa no eleitor, que muitas vezes vê o anúncio como compromisso definitivo.
Por isso, o cenário atual, com alguns polos visíveis, pode ainda sofrer ajustes. Algumas candidaturas tendem a se consolidar; outras podem se fundir ou mudar de rumo conforme as negociações avancem. A disputa começa ampla e, ao longo do caminho, vai se organizando.
2026, no Amazonas, já produz movimento antes mesmo da campanha oficial. E entender essa dinâmica é essencial para não confundir anúncio com definição. O jogo está aberto — mas ainda está em formação.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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