Os pré-candidatos ao governo do Amazonas estão mostrando a que vieram. O que dizem nas redes sociais antecipa um confronto de defeitos e não de idéias.
A se confirmarem os nomes que as pesquisas apontam como prováveis candidatos, o eleitor terá dificuldade em fazer escolhas pelas quais não venha pagar um preço muito alto amanhã.
Qualquer candidato a qualquer cargo, tem a obrigação de apresentar propostas e não delimitar um campo de guerra como fazem os lideres de facção criminosa. Arrancar o coração do opoente e exibi-lo para o eleitor é próprio de quem não quer construir um Estado melhor, nem acabar com as mazelas existentes.
Essa eleição tem que ser o momento de transformação da sociedade, de aprendizado com o passado, mas não desenterrando esqueletos e jogando-os no colo do eleitor.
Essa “troca"de ressentimentos não interessa a ninguém, mas está ocupando espaço nas redes sociais e deve crescer durante a campanha eleitoral. O que não pode é migrar desse núcleo de ódio - das bolhas que agrupam mentes doentias que não aceitam quem pensa diferente - para o jornalismo.
E jornalismo de verdade não é apenas aquele praticado pelo pequeno mas poderoso grupo de empresas que se autodenomina “profissional”. É também exercitado diariamente por sites de noticia, não menos profissionais e com a mesma responsabilidade com os leitores.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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