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Política, negócios e droga tornam sul do Amazonas área explosiva

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Por Holanda
27/12/2013 01h29 — em Coluna do Holanda

Há muito se vem alertando que o sul do Amazonas está se transformando num barril de pólvora. A linha que separa o Estado do norte de Mato Grosso e de Rondônia é a última fronteira agrícola do país e também a última barreira ao Arco do Desmatamento na Amazônia. Ali se conflitam interesses antagônicos como o poder político corrupto, o poder econômico da soja, o crime organizado, pequenos sitiantes e posseiros. A presença precária da Lei e da Justiça é um ingrediente a mais para aumentar o clima de tensão e de insegurança social. O que aconteceu anteontem em Humaitá é apenas uma mostra  do que vem acontecendo silenciosamente seja no centro da mata, seja nos gabinetes políticos.

Já no dia 2 de julho deste ano o deputado Cabo Maciel denunciava na Assembleia Legislativa a existência de uma quadrilha "muito bem organizada", atuando no tráfico de drogas, contrabando de ouro e tráfico de influência na região. Logo em seguida, uma operação da Polícia Civil de Rondônia desmontou um esquema montado por bandidos que financiava campanhas políticas em troca de favores e cargos públicos. Cinco deputados rondonienses foram afastados do cargo por suspeita de participação no esquema. Hermínio Coelho (PSD-RO), presidente da Assembleia Legislativa, era um deles.

A rodovia Transamazônica, que ali cruza com a BR-319 (AM) e faz conexão com a BR-230 (AM/AC), encontra-se aparentemente abandonada, mas na verdade é um "eixo monumental" para o escoamento de drogas e ouro oriundos da Bolívia e dos garimpos no sul do Amazonas. Na área, não existe um só posto da Polícia Rodoviária Federal, embora pelas estradas "abandonadas" se possa chegar a Belém, Brasília e o resto do país.

 

Deputados e vereadores deixam dívidas 

Encerrado o ano legilativo a hora é de contabilizar o que ficou como dívida dos parlamentares com a sociedade. Na Assembleia Legislativa do Amazonas o escândalo das obras superfaturadas do edifício garagem caiu no esquecimento. Na Câmara faltou revelar os nomes dos vereadores que teriam tentado extorquir um empresário. São débitos que poderão ser cobrados pelo eleitor  nas eleições de outubro, inclusive daqueles que não delinquiram, mas foram, senão omissos, coniventes.

AGORA FUNCIONA...

A ouvidoria da Assembleia Legislativa, que praticamente não funcionou ano passado, vai participar de um viradão neste final de ano. A população pode fazer denúncias - desde que não seja contra parlamentares, porque pode dar em nada. Quem quiser colocar a boca no trombone é só liugar para o número  0800 721 0313 ou passar um e-mail: [email protected]

MPF INVESTIGA "VÍCIOS" EM CONDOMÍNIO

O MinistériO Público Federal instarou Procedimento Preparatório com o objetivo de apurar supostas irregularidades por vícios em construção das unidades do Condomínio Vale do Sol II, em Manaus. O financiamento foi  da Caixa Econômica Federal.

Onde anda Jonas Torres do Iupam?

Quem está sendo notificado pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas é o ex-presidente do Instituto Unidos pela Amazônia (Iupam), Jonas Torres Campelo Filho. Só na edição do diário oficial eletrônico do órgão desta quinta-feira, 26, havia oito notificações para o ex-presidente do Iupam. 

Debandada de aliados via Twitter

A julgar pelo que diz o ainda vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima (PMDB), a base aliada ao PT está fissurada. Geddel, depois de pedir exoneração formalmente em setembro, continua no cargo, mas nesta quinta-feira, 26, resolveu apelar: pediu as contas via Twitter e copiou o pedido para o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), e ao senador Roberto Requião (PR), ambos do PMDB.

Conquista, mas nem tanto

Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), uma das grandes conquistas do trabalhador brasileiro em 2013 foi a aprovação da PEC nº 70/2013, que equiparou direitos dos domésticos aos demais trabalhadores. Bem, para aqueles que continuaram trabalhando com carteira assinada, deve ser mesmo. Já os que perderam o emprego porque o patrão não consegue cumprir a lei é outra história.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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