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A movimentação desses aliados em cima de Omar tem tirado o sono do senador Eduardo Braga, que não faz a menor questão de disfarçar que atualmente ele e o governador não estão mais tão próximos. Já Omar desconversa.
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A maior preocupação de Braga são os buracos que ele deixou no governo e que ficaram debaixo do tapete. Vá lá que Omar decide mandar dar uma sacudida para arejar o ambiente?
Mudança na redação de aCrítica
Conforme o Portal do Holand a adiantou na semana passada, o fotógrafo Célio Júnior é o novo editor executivo de aCrítica, em substituição ao jornalista Rodrigo Araújo, que deixa o jornal para comandar a assessoria de imprensa do senador Eduardo Braga (PMDB).
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Com a ascenção de Célio, que deixou para trás a editoria de suplementos, a jornalista Aruana Brianezi subiu de posto e agora passa a ser a diretora de Redação, cargo vago há quase três anos e que já foi ocupado pelos jornalistas Frânio Lima e Sebastião Reis.
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Célio conseguiu convencer a vice-presidente do grupo, Cristina Calderaro, de que tem competência para comandar a redação, mesmo gozando de uma rejeição significativa entre os colegas. Célio chegou a coordenar uma Agência de Notícias “Amazônia Press” ligada ao grupo RCC, mas o projeto não emplacou.
Aluguel de quadra rende trocados a Fundação Dr. Thomas
A diretora-presidente da Fundação Dr. Thomas, Martha Moutinho, encontrou uma forma da instituição ganhar alguns ‘trocados’ e está cobrando R$ 1.500,00 de aluguel para quem quiser utilizar a quadra poliesportiva do Parque Municipal do Idoso, na Vila Amazonas. Em épocas de festas juninas, ao menos dois contratos já foram fechados com a Escola Maria Imaculada e com o Centro de Educação Meu Caminho. Na gestão do ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB) práticas como essa eram proibidas, inclusive por meio de decreto municipal que vedava esse tipo de cobrança pelo uso dos espaço público.
Câmara repassa mais R$ 1 milhão para a Lay Out.
O presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Isaac Tayah (PTB), assinou o 6º termo aditivo referente a um contrato que já existe há três anos entre o Poder Legislativo e a empresa Lay Out Publicidade, de propriedade do cinegrafista José Edson Arruda. O ‘extra’ a ser repassado por mais seis meses de serviços prestados será de R$ 1,094 milhão.
Fundo do Manausprev sob ameaça
Aposentados e pensionistas da Prefeitura de Manaus e da Câmara Municipal (CMM) estão preocupados com as movimentações financeiras que a gestão do Manausprev estaria promovendo no Fundo Previdenciário nos últimos meses. Um grupo de segurados recebeu a informação de que ao menos R$ 80 milhões que estavam aplicados nos bancos Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica teriam sido deslocados para o banco BVA. Outros R$ 10 milhões teriam sido aplicados em fundos de ações que estariam obtendo sucessivos rendimentos negativos, já que para alguns especialistas, o cenário econômico atual não favorece esse tipo de operação, considerada de alto risco.
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As transações, devidamente autorizadas pela diretora presidente do Manausprev, Danielle Leite, não teriam sido discutidas previamente com o prefeito Amazonino Mendes.
Sem chance para Régis?
Se tudo der certo para o médio Wilson Lisboa (PcdoB) assumir o mandato de deputado estadual, é provável que Washington Régis (PMDB) vá mesmo para casa, na condição de suplente. Chegou a ser ventilada a possibilidade de Régis, ex-prefeito de Manacapuru, não perder a vaga na Assembleia Legislativa. Seria o desejo do ex-governador e atual senador Eduardo Braga, presidente regional do PMDB, através de uma operação simples: mandar um deputado da base aliada para uma secretaria ou, mais precisamente, para a Ouvidoria-Geral do Estado.
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Para executar a estratégia, o deputado Wanderley Dallas (PMDB) iria para o sacrifício. Mas, depois de virarem do avesso as qualidades de Dallas, aliados do governo teriam chegado à conclusão de que não tem jeito: o homem é de todo ruim para essas coisas de administração, portanto é melhor deixá-lo continuar deputado e arranjar alguma coisa para Régis não ficar ocioso.
Caiu a ficha
Não dá para garantir, mas a julgar pelas palavras do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, a ficha realmente caiu. Amazonino Mendes disse que quem define a prioridade do transporte coletivo não é o governo federal, estadual ou municipal. “Ele é prioritário para nós”, afirmou. Disse mais: o Bus Rapid Transit vai sair. Só faltou a resposta à questão básica – Quando? Até porque Ontem já começaram a depredar ônibus na cidade.
“Meu erro”
Parece título de balada, mas não é. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, resolveu encarar de vez a causa de os portos do interior do Amazonas não terem sido construídos. Ele explicou que “Meu erro foi delegar essa ação, construção e operação a outros órgãos.” Ponto para o ministro. Feito o diagnóstico, só falta o principal: construir os portos e restaurar a BR 319, para início de conversa.
Cadê a grana
A Fundação Poceti está sendo notificada pela Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social (Semtrad) para devolver os recursos referentes ao Convênio n° 008/2003 e Termo Aditivo n° 001/2004 – SEMTRA, em função da desaprovação das contas do referido convênio. Só falta, mesmo, é trazer o dinheiro de volta aos cofres municipais, tarefa das mais difíceis, até porque ninguém sabe por onde anda Poceti.
Drenagem em Santa Etelvina
A Nale Engenharia é a responsável pelos serviços de recuperação e drenagem na frente 2 que a prefeitura de Manaus está implementando no bairro Santa Etelvina. Os serviços, conforme a prefeitura, estão autorizados pelo valor de R$ 2,64 milhões. Bom para Santa Etelvina, melhor para a Nale Engenharia.
Rei posto
Quem comemorou a queda do ministro da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff foi o ex-senador Arthur Neto. Entre os vários comentários que Arthur Neto postou, ontem, talvez este sintetize seu humor: “Lula pensava que armação de bastidores com forças tradicionais como Sarney preservariam Palocci. A sociedade mostrou que pode mais que tudo isso.”
Muda a arena
A promessa feita ontem, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a Zona Franca de Manaus (ZFM) terá tratamento diferenciado quando da discussão da Reforma Tributária mais parece enganação. Primeiro, porque no Congresso Nacional o que vale é a articulação entre os parlamentares, coisa que Mantega está longe de fazer e, depois, a ZFM está tendo tratamento diferenciado: as MPs 517 e 534 provam isto. É daí pra diante com a bancada que o Amazonas tem no Congresso.
Cidadão perde duas vezes
O voto: Meu parecer pela rejeição ao projeto que aumenta 30% a dedução de despesas com seguros e planos de saúde privado foi aprovado por unanimidade. A justificativa furada: O PL significava uma renúncia fiscal de R$ 890 milhões em favor da iniciativa privada e prejudicaria o SUS, que carece de recursos. As declarações são da senadora Vanessa grazziotin (PCdoB) que agora só pensa como tesoureira do cofre de Dilma Rousseff
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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