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Coluna do Holanda

OAB perdoa advogado que esmurrou cliente

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Por Holanda
28/04/2011 12h05 — em Coluna do Holanda
A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Amazonas, afrouxou o seu Conselho de Ética e aderiu defintivamente ao corporativismo. Acaba de perdoar o advogado  Sidney José de Souza, que durante uma audiência de conciliação, em março, na própria  Ordem,  esmurrou um homem que o acusava de receber como honorários um carro e televisores, sem que supostamente prestasse os serviços contratados. A OAB recuou da decisão de suspender Sidney, depois que ele, segundo o corregedor Raimundo Amorim Soares, " reconheceu o erro e tentou justificar-se em face do fato de seus familiares - filho e genitora - estarem com doenças graves ".

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Uma boa passada de mão na cabeça de Sidney, que teve a pena de suspensão, com recolhimento da carteira da Ordem, transformada em advertência.

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O corregedor dá uma desculpa curiosa. Diz, no edital de notificação ou Ato  004/2011, publicado no Diário Oficial, edição do dia 25, página 1 do Caderno Publicações Diversas", que "esta seccional não visa punir, mas sim educar o advogado dentro da ética e das boas maneiras."

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Parece que o curso de direito não serviu para nada, nem a Ordem é tão ordeira como se imaginava.

Carteiras Falsas


Por falar em OAB, o caso das carteiras falsas, caso denunciado pela diretoria anterior, terminou em pizza. Também, não era prá menos...

Franqueza de Sidney Leite


Ao falar, ontem, na Assembleia Legislativa do Amazonas  sobre o abastecimento de água em Manaus,  o deputado Sidney Leite (DEM) afirmou que ia ser muito franco. Disse que só quem paga água em Manaus são os pobres, já que os ricos têm poço artesiano. O mesmo acontece com a indústria do PIM. A franqueza de Leite deixou de lado o fato de que a Cosama - hoje Águas do Amazonas -  foi privatizada por Amazonino Mendes, de quem o parlamentar foi secretário.

CPI para constranger

O deputado Chico Preto (PP) sugeriu ontem que a Assembleia Legislativa crie uma Comissão Parlmentar de Inquérito (CPI) para investigar a Amazonas Energia. Segundo ele, uma forma de "constranger" a diretoria do órgão. A proposta veio num aparte a um longo discurso do colega Marcos Rotta (PMDB), para responder recente nota publicada na imprensa, assinada pelo diretor de Distribuição e Operação da Amazonas Energia, Tarcísio Rosa.

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A nota chama Marcos Rotta (que é presidente da Comissão de Defesa do Consumidor) de desinformado e o acusa de não ter participado de audiência públicas realizadas na Casa para tratar de problemas de energia. Pelos discursos, ficou entendido que o diretor quis constranger o parlamento, daí a proposta de Chico Preto para que o colega tome a iniciativa nesse sentido. Rotta chamou Tarcísio de "diretorzinho mal-intencionado que pagou notas em jornal com dinheiro público" e que a empresa é um "corpo com cabeça de camarão", reafirmou antiga posição: nada foi feito de concreto para melhorar os serviços de energia elétrica.

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Até o oposicionista José Ricardo (PT) deu opinião sobre o assunto e prop?s uma audiência pública, dessa vez chamando também o sindicato dos urbanitários. Para ele, se a empresa garante que está tudo bem mas os usuários não pensm assim, está na hora de se ouvir os dois lados. Mas também considera que as constantes quedas de energia quer dizer "muita incompetência".

Cabo Maciel avisa

O deputado cabo Maciel (PR) registrou, em discurso na Assembleia Legislativa, avisou: "vai chover de ação na Justiça" contra essa história de candidatos do concurso público para delegados da Polícia Civil, que tiveram notas baixas e foram chamados. Maciel, espécie de porta-voz da corporação, disse que os candidatos que tiveram notas mais altas "já sabiam que isso ia acontecer" e vão entrar na Justiça. O deputado deu o recado quando o colega Luiz Castro (PPS) usou a tribuna para criticar tal situação. O caso foi denunciado pelo Portal do Holanda.


Reestatizar é preciso


De um lado o Tribunal de Justiça do Amazonas tentando administrar uma dívida de 400 milhões de reais e ameaçando fechar 36 comarcas do interior e de outro, muitas vozes querendo uma solução para evitar o desmonte. Não falta quem desconfie de simples má gestão do TJA. Agora o deputado Chico Preto, atento defensor do governo mesmo sem ser o líder oficial, cismou que uma solução para a crise financeira é reestatizar os cartórios extrajudiciais. Como está hoje, esses cartórios geram receitas para o setor privado. Com a estatização, todos os ganhos passariam para o TJA.Pode ser uma boa saída. Só falta saber quem vai botar o guizo no gato.

Fora BB

O vereador Wilker Barreto (PHS) fez um protesto público, na sessão de ontem da Câmara Municipal de Manaus (CMM) contra o atendimento dispensado aos funcionários daquele poder pelo Banco do Brasil, o qual, diz Barreto, não oferece a estrutura necessária para atender  a Câmara. Já o vereador Joaquim Lucena (PSB) classificou de péssimo o atendimento do banco, dizendo que as máquinas não funcionam e que falta dinheiro nos caixas eletrônicos. Lucena pediu que o banco estatal seja ‘banido’ da CMM.  Se os vereadores querem  banir o BB, a  Câmara vai   contratar quem,  se o atendimento bancário no Brasil é nivelado por baixo em nome do lucro ?

Contra o tráfico

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) estava com toda bola, ontem, ao ser eleita presidente da CPI do Tráfico de Pessoas. Logo em seguida ela postou na internet: “Designei a senadora Marinor Brito (PSOL/PA) como relatora.” Marinor é autora da proposta de criação da CPI. Para Vanessa o assunto “é extremamente importante” e declarou que além de investigar, a CPI vai apresentar sugestões para, pelo menos, minimizar o problema. Manaus, por ser subsede da Copa de 2014, está mira dos traficantes de pessoas.

Fuga de amazonenses

Os deputados federais amazonenses não deram lá muita importância para a reunião realizada, ontem, na presidência da Câmara dos Deputados para apreciar a PEC que trata dos tribunais federais. A deputada  Rebecca Garcia (PP), que foi participar do evento, reclamou que somente ela estava por lá. Talvez seja hora de Rebecca assumir aquela máxima popular: melhor só do que mal acompanhada.

De bem com a vida


O arquivamento, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do processo no qual o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, era acusado de comprar votos na eleição de 2010, vai deixar o Negão mais light e, quem sabe, mais atento às necessidades da população da cidade.
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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