Hoje é o Dia Internacional da Mulher. E elas se mostram cada vez mais mobilizadas pela conquista de novos direitos. Querem ser parte atuante da sociedade em igualdade de número, e querem alcançar essa posição por meio de leis e de cotas de participação. Se, mesmo sendo metade da população do país, não conseguem passar de 10% da representatividade política no Congresso, e menos ainda nos legislativos estaduais, querem uma cota de 30%. Nada mais antidemocrático do que mudar a lei para as beneficiar. Não será uma conquista, como seria se elas se mobilizassem para votar nas colegas candidatas. Afinal, a Justiça e o Direito não podem ser nem exclusivistas nem excludentes. Hoje é um bom dia para comemorar e para refletir.
Tem que ter peito
Em conversa com o defensor-geral do Estado, Ricardo Trindade, o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia, deputado Abdala Fraxe disse que o protesto no interior do Amazonas contra a falta de internet é sintomático do “descaso total” das operadoras de telefonia com as comunicações no Amazonas. Trindade disse que tem um levantamento pronto da DPE para embasar uma mudança na legislação estadual no sentido de enquadrar as operadoras. Se os políticos vão ter coragem de topar a parada e criar uma Lei é outra coisa.
Políticas públicas x política de grupo
A votação da reforma administrativa do governo acabou mostrando que a preocupação da bancada oposicionista não é com políticas públicas, mas com políticas de grupos. Por exemplo: a grande discussão foi travada em torno da ciência e tecnologia, área historicamente dominada pela intelectualidade de esquerda. Durante a existência da Secti, o governo investiu mais de meio bilhão de reais e neste ano de 2015 vai investir R$ 110 milhões. Só a Fapeam tem 4,2 mil bolsistas e possui 2,3 mil projetos sendo executados, no valor de R$ 30 milhões. Tudo isso para gerar conhecimento que não é aplicado em benefício do Amazonas.
Sem jeito
Para combater a prosopopeia dos “novos cristãos” da oposição, o veterano Sabá Reis recitou antes o mea culpa do Código Canônico, em ato de contrição na tribuna da Assembleia Legislativa. “Eu assumo a minha culpa pelas velhas práticas que ocorriam aqui, quando o governador usava lei delegada para impedir que nós discutíssemos os projetos do governo”. Deixou “sem jeito” nas cadeiras os membros do PMDB do contra que até o ano passado apoiavam tudo dos governos.
Noutro mundo
Em flagrante falta de respeito à inteligência dos jornalistas, a dupla que governa o país, Lula e Dilma criticou a falta de democratização da imprensa, da mesma forma que tratam as denúncias de escândalo no governo. Fingem que não é com eles. Na inauguração de um canal de TV do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Lula disse que a imprensa hoje "são as mesmas pessoas falando há 80 anos as mesmas coisas". Numa mensagem Dilma chamou o canal de "fruto da luta da democratização dos meios de comunicação". Há 12 anos no governo eles tentam passar uma Lei de Imprensa que amordaça a mídia e impede o surgimento de novos veículos de comunicação.



Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

Aviso