O Ministério Público não sabe onde foi parar uma representação formulada em janeiro deste ano pelo deputado Marcelo Ramos pedindo fosse apurada possivel improbidade na construção do monumento à Ponte sobre o Rio Negro. A obra foi um capricho do ex-governador Eduardo Braga,que para bancá-la fez uso de R$ 5 milhões retirados dos cofres Públicos. O monumento foi erguido para marcar posição de Braga, que não conseguiu inaugurar a ponte. Mais do que um símbolo ao desperdício, é um carimbo para lembrar que a ponte é sua ideia e a sua mais notável realização.
Mérito de quem mesmo ?
A verdade é que Eduardo Braga nem idealizou a ponte nem a concluiu. Tomou para si uma ideia do deputado Francisco Souza , emprestou R$ 450 milhões do BNDES para iniciar a obra e deixou o governo sem pagar um tostão ao banco. Antes, fez um aditivo de R$ 600 milhões, o que elevou o valor da ponte para R$ 1,1 bilhão. Também nao pagou um centavo. Esse dinheiro - o do BNDES e do aditivo - é uma conta que está sendo paga pelo governo Omar Aziz.
Vista grossa
O Ministerio Público Estadual não pode fazer vista grossa aos excessos praticados pelo ex-governador Eduardo Braga. Cabe, ao menos, uma satisfação sobre como e de que forma a representação formulada pelo deputado Marcelo Ramos desapareceu de seu protocolo ou de seus arquivos. Do contrário, ficará a impressão, ruim, de que essa história de que é a instituição "guardiã dos direitos difusos, coletivos, individuais e indisponíveis para a anulação ou declaração de nulidade de atos lesivos ao patrimônio público ou à moralidde a administrativa", não se aplica ao ex-governador.
Quer cortar a fita
O ex-governador Eduardo Braga está contando os dias para a inauguração da ponte sobre o rio Negro. Quer cortar a fita de inauguraçao no dia 24 de outubro e fazer um longo discurso. O que vai dizer é previsivel: "a ponte é minha".
Disputa acirrada na ALE
O concurso de nível superior para prover 22 cargos na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) foi realizado neste domingo para 9.731 candidatos, que disputam 51 vagas, com salários que variam entre R$ 1.533,89 mil e R$ 11 mil, sendo o vencimento mais alto o de procurador. Os três cargos mais procurados são: procurador, com três vagas, 1.424 inscritos. São 474,6 candidatos por vaga. Em seguida vem o de assistente social, duas vagas, 916 inscritos e 458 candidatos por vaga. Em terceiro lugar vem o cargo de enfermeiro, com duas vagas e 897 inscritos. São 448,5 candidatos por vaga.
Cofre furado
Se depender da juíza Ana Lorena Teixeira Gazzineo, o Diretório Municipal do Partido Republicano Progressita (PRP), de Itacoatiara, vai ficar sem receber as cotas do Fundo Partidário por um bom tempo. É que o PRP não apresentou, até o dia 8 de setembro, a prestação de contas anual referente ao exercício de 2009. Pela legislação, o PRP da Velha Serpa só volta a receber a grana quando sanar a irregularidade. Como o prazo final para prestação de contas se esgotou em 30 de abril de 2010, é bem capaz de o PRP ainda ter que fazer devolução de recursos já recebidos irregularmente.
@@@
Na mesma situação estão o Partido Humanista da Solidariedade (PHS), referente ao exercício financeiro 2010, e o Partido Humanista da Solidariedade (PHS), referente ao exercício financeiro 2009.
Zona Franca em debate
A sociedade civil dá os primeiros indícios de que está cansada de esperar por políticos e demais autoridades para obter alternativas à Zona Franca de Manaus (ZFM). Tanto é assim que a Associação PanAmazônia e a Fundação de Defesa da Biosfera – FDB (ex-Fundação Djalma Batista) promovem, no próximo dia 15, quinta-feira o seminário “A nova conjuntura nacional, regional e internacional - desafios para o modelo Zona Franca de Manaus”.
@@@
Entre os palestrantes convidados os que têm algum envolvimento políticos são a superintendente da Suframa, Flávia Grosso, e o secretário de Planejamento do Estado, Marcelo Lima Filho. O evento acontece no Auditório da Ciência, no INPA e começa às 9h.
Microfone para Praciano
O deputado Francisco Praciano (PT) ataca, nesta segunda-feira, pelas ondas hertzianas. Diz ele que vai dar entrevistas às rádios A Crítica e CBN. Vai falar sobre a questão dos incentivos à produção de tablets e corrupção. Temas polêmicos, mas que têm tudo a ver com a atualidade.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



Aviso