Cerca de dois milhões de africanos chegaram ao Brasil como escravos, outros 100 mil teriam morrido na travessia entre o continente africano e os portos do Rio de Janeiro e Salvador. O que o Brasil tem que sentir pela África não é “gratidão", como disse o presidente Lula. O Brasil tem uma dívida impagável com os africanos.
É verdade que eles foram a força de trabalho que impulsionou a economia do país por mais de 300 anos, tendo como salário o chicote e as correntes nas senzalas. É curioso como Lula comete erros primários na pressa em agradar.
Na frente do presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, disse que os brasileiros são gratos ao povo africano por tudo o que foi produzido em 350 anos de escravidão. Ora, como se pode ser grato por escravizar um semelhante? Como o presidente, que representa o país que manteve mais escravos por três séculos, não diz que o Brasil precisa pagar uma dívida que não é apenas dos brasileiros, mas dos portugueses, que o colonizaram e foram os principais traficantes de escravos?
Uma vergonha que Portugal tem que compartilhar. Uma mancha que a humanidade não pode esquecer.
Costumamos relembrar muito o holocausto de judeus pelos nazistas, mas a escravidão de africanos foi tão cruel quanto o extermínio de judeus. Quem lembra desse período tenebroso da história brasileira, a não ser os descendentes de escravos que continuam sendo discriminados e para os quais ainda falta trabalho digno no Brasil, o país no qual Lula é presidente…
A cada dia que passa Lula fica mais parecido com Bolsonaro... Diz muita bobagem...
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Lula agradece à África por 'tudo que foi produzido nos 350 anos de escravidão'
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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