O governo do Reino Unido anunciou nesta segunda-feira (13) que designará a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) e o Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita (IMCR), também conhecido como Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia, como ameaças à segurança nacional, após atribuir a um grupo de fachada apoiado por Teerã uma série de ataques incendiários e atos de vandalismo contra alvos da comunidade judaica no país.
Segundo o governo britânico, a nova legislação permitirá punir com até prisão perpétua atos de sabotagem cometidos em nome dos grupos, após aprovação formal do Parlamento, prevista para ocorrer até o fim da semana.
A ministra da Segurança, Angela Eagle, afirmou que o IMCR reivindicou sete ataques no Reino Unido, incluindo incêndios contra sinagogas, ambulâncias de uma instituição beneficente judaica e uma organização de mídia em língua persa crítica ao governo iraniano. Ninguém ficou ferido.
Segundo Eagle, integrantes da Força Quds, unidade expedicionária da IRGC, "quase certamente dirigiram os ataques do IMCR em toda a Europa". O grupo, criado neste ano, também reivindicou ataques contra sinagogas na Bélgica e nos Países Baixos.
Autoridades britânicas afirmam que grupos de fachada apoiados pelo Irã estão por trás de um número crescente de ataques na Europa, principalmente contra a comunidade judaica e veículos de mídia em língua persa críticos ao governo iraniano, normalmente por meio do recrutamento de integrantes de organizações criminosas.
O Reino Unido também designará como ameaça à segurança nacional o GRU Volunteer Corps, grupo ligado à inteligência militar russa (GRU). Segundo o primeiro-ministro Keir Starmer, os novos poderes facilitarão o processo de acusar e prender pessoas que atuem em nome do Irã ou da Rússia no país.
A medida foi adotada com base em uma nova lei britânica voltada ao combate de organizações de fachada que atuem em nome de Estados estrangeiros. A União Europeia, em janeiro, incluiu a IRGC em sua lista de organizações terroristas em resposta à repressão aos protestos em Teerã.
*Com informações da Associated Press



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