Municípios distantes, comunidades ribeirinhas, acesso fluvial predominante e custos elevados de deslocamento não se alteram a cada ciclo eleitoral. Quem pretende disputar o governo do Amazonas precisa lidar com essa realidade concreta.
Também permanece a necessidade de organização. Não basta ter intenção de candidatura. É preciso estrutura, equipe e coordenação regional. Conhecer as zonas urbanas da capital é importante, mas compreender as calhas dos rios e a dinâmica dos municípios do interior é indispensável.
Outro fator constante é a articulação política. Prefeitos, vereadores e lideranças locais seguem exercendo papel relevante na formação de alianças e na mobilização eleitoral. O Amazonas não é um estado que se vence isoladamente.
Além disso, a experiência administrativa costuma ter peso em contextos complexos. Governar um estado de grande extensão territorial exige capacidade de gestão, interlocução institucional e entendimento das engrenagens públicas.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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