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Flavinha fica mais 50 anos na Suframa

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Por Holanda
25/04/2011 12h52 — em Coluna do Holanda
Estão caindo no esquecimento as denúncias de malversação de recursos públicos contra a superintendente da Suframa, Flávia Grosso,  mantida na função por esforço pessoal do ex-governador Eduardo Braga, que   se diz dono do cargo.  Para quem não lembra, Falvinha  é alvo de duas ações do Ministério Público Federal, numa das quais é acusada de enriquecimento ilícito.  O problema é que a manutenção de Flávia Grosso no cargo já  incomoda a indústria , os investidores, e compromete o nome da própria Suframa. Mas ninguém faz nada.



Braga, o senador do  PMDB  a quem foi confiada a Suframa, quer porque quer manter a superintendente no cargo. Se possivel por mais 50 anos. É dose,  mas pelo jeito a  gente vai ter   que engolir mais essa.

Indústrias da ZFM obrigadas a importar trabalhadores



O secretário de Ciência e Tecnologia, Odenildo Sena,  afirma que a formação de doutores cresceu 146% entre os anos 2000/2008. Ao enumerar outros dados positivos, Sena diz que a cumplicidade da sociedade como indutora das ações do Estado é fundamental.  Mas  pode haver um equívoco nesse esforço do governo para a formação de doutores que, está comprovado, nem sempre ficam no Amazonas. Na outra ponta, não forma mão-de-obra especializada para atender a demanda da indústria local. O argumento do secretário de Educação, Gedeão Amorim,  é o de que investir em escolas técnicas, por exemplo, custa caro. Enquanto isso o Amazonas cria empregos para paulistas e até estrangeiros, que a indústria da Zona Franca de Manaus, por falta de opção,é obrigada a importar.

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Fontes da indústria local estimam  que se o Estado  não formar mão-de-obra qualificada, especialmente para a área de tecnologia da informação, nos próximos três anos as empresas serão obrigadas a importar ao menos dois mil trabalhadores.

Conselheiros desaconselhados

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) prorrogou, de novo, comissões de sindicância que deveriam investigar a conduta de conselheiros e apresentar um relatório conclusivo a respeito. Para se ter uma idéia, tem comissão que, em oito meses, não chegou a nada. Entre os conselheiros investigados estão: Alberto Conceição, Daniel Pereira Araújo, Paulo Henrique Ramos Oliveira e Francinaldo Maia do Nascimento.

Lições da história

A deputada Rebecca Garcia (PP) defendeu, na Câmara dos Deputados, que o Brasil deve investir mais no ensino básico. A idéia é passar a aplicar 7% do Produto Interno Bruto (PIB) no Ensino Fundamental. Rebecca, ao defender essa proposta, lembrou que a Coreia do Sul, destruída pela guerra nos anos 1950, se reergueu ao investir firme no ensino básico. A deputada argumenta com teses antigas, nem por isso desatualizadas, já que por aqui o ensino e a educação ainda não têm essa prioridade, infelizmente.

Os bancos e os lascados

O governo petista de Dilma Rousseff aprovou, na Câmara dos Deputados, um suplemento orçamentário de R$ 755 milhões para o Programa Bolsa Família (PBF), o qual, somado aos R$13,40 bilhões já previstos no Orçamento da União, totalizarão R$ R$ 15,49 bilhões para este exercício. A continuar a ‘ênfase’ no social dos governos do PT, os recursos desta área vão findar empatando com os gastos para manter a reserva em moeda estrangeira de US$ 315 bilhões, que custa cerca de US$ 25 bilhões por ano. Mas nisso nenhum petista fala.

Fora cara-pálida

O chefe regional da Coordenação das Federações indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Marcos Saterê, começa a entrar no universo dos ‘civilizados’. Descobriu que os partidos políticos têm seus próprios interesses e ignoram as necessidades dos índios. Diz ele que só os índios sabem qual é a realidade que vivem e do que precisam. Mandou bem o saterê, já está falando que nem nós outros. O problema é descobrir como resolver a questão, apesar dos partidos, inclusive um eventualmente criado só para índios. Discriminação ao contrário na área?

Sem internet


Problemas com a internet atrasaram a atualização da coluna nesta segunda-feira.
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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