
Tem um carioca que gosta do Amazonas por vocação. E que por suas ações, confirma essa tese. Na noite de quarta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello mostrou mais uma vez que é amigo dos amazonenses. Enquanto todo o mundo político e empresarial tirava “um cochilo”, Marco Aurélio defendia os benefícios fiscais incidentes sobre os produtos fabricados em Manaus. Na última hora, ele tirou de votação uma súmula vinculante que derrubaria o incentivo fiscal do IPI sobre os produtos made in ZFM. Ainda bem que o ministro não precisa se desculpar com os seus conterrâneos, pois ele tem o título de Cidadão Amazonense. Com méritos.
ROMBO DO PIRACULHAU
Diz o sociólogo e professor da Ufam, Ademir Ramos, que o ex-titular da Sepror, Eron Bezerra, deixou uma herança maldita no órgão. De acordo com Ramos, o rombo por lá, como se dizia antigamente, é federal de tão grande. Tudo para produzir o tal de piraculhau. Eron, na opinião do professor, só consegue cargo, em Brasília, no 3º escalão do Ministério do Meio Ambiente, isso com a ajuda da senadora, sua mulher.
A HISTÓRIA SE REPETE

Nesta sexta-feira, 13, haverá manifestações a favor da presidente Dilma. E no domingo, manifestações contra. Pra quem já viu esse filme, quando era jovem e “ainda tinha cabelos” isso significa perigo para a democracia. Como o deputado Serafim Corrêa, que lembra que nesta mesma data, 13 de março, houve o comício da Central do Brasil, no Rio, em 1964, em favor de Jango e das reformas de base. A resposta foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em São Paulo, no dia 15 de março. “E o resultado foram 21 anos sem regime democrático”.
AZAR DO 13
Funcionários da Petrobras, em Manaus, se juntaram a petistas para fazer manifestação nesta sexta-feira, 13. Eles dizem, em sua página no Facebook, ser contra a privatização da estatal por ela representar 13% do PIB. Isso foi antes de a companhia perder quase 4/5 de seu valor de mercado. Sua ação chegou a valer R$ 40, hoje custa R$ 8,25 e continua em queda. Ali só o que cresce é dívida, multiplicada por 5 desde 2009.
SÍNDROME DO RETROVISOR
Ao defender o reajuste da tabela do Imposto de Renda, devidamente escalonada por acordo entre o parlamento e o Executivo, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) viajou no tempo para lembrar, mais uma vez, que FHC, mesmo com a inflação alcançando 20% em seu mandato, segundo a comunista, só reajustou a tabela em 17,5%.
DEFESA DO PATRIMÔNIO E DA VIDA
O deputado federal Marcos Rotta (PMDB) vai compor, como membro efetivo, a comissão criada na Câmara dos Deputados para apreciar o projeto de lei nº 3.722/12, que revoga o Estatuto do Desarmamento. Como o cidadão já está desarmado e sem condição de se defender, dessa vez, se o PL vingar e virar lei, quem sabe o brasileiro possa de defender e a bandidagem passe a respeitá-lo.
MULHERES NA FRENTE
Entre os procuradores do Ministério Público de Contas que mais despacharam processos no mês de fevereiro, quem saiu á frete foi a procuradora Fernanda Cantanhede Veiga Mendonça que despachou 144 processos no período. Em segundo lugar ficou a procuradora Elizângela marinho, com 123 processos.
SIDNEY ASSUME SECRETARIA
O líder do governo Sidney Leite anunciou ontem seu afastamento do mandato de deputado, a partir de hoje, para assumir a Sepror na próxima semana. Na terça-feira ele ainda irá à Assembleia para fazer o pronunciamento de despedida, passar a liderança do governo ao colega David Almeida, e deixar a presidência da Comissão de Educação. “Não posso negar que tenho aprendido muito aqui neste parlamento, mas a minha praia é o executivo”.
FÉCULA É GOMA
Falando em Sepror, o petista José Ricardo criticou, “sem cerimônia”, a falta de uma política de produção para a fécula de mandioca. E usou como exemplo o discurso do “comandante” do PCdoB quando era deputado. “O Eron sempre defendia a produção de fécula de mandioca para gerar riqueza para o interior, mas até hoje a fécula é importada do Paraná”. Só esqueceu que Eron ficou dois governos na Sepror e não fez nada do que “ensinava” na tribuna. Talvez nem soubesse que fécula é a “goma” de fazer tapioquinha.
GOVERNO DO PT ESGOTOU
Ontem finalmente a presidente Dilma reconheceu um fato que ela vinha tentando esconder. “Nós esgotamos todos os nossos recursos de combater a crise que começou lá em 2009”. Nada mais sincero foi dito na política nos últimos tempos. O governo do PT esgotou os lucros dosCorreios e de outras estatais para bancar o “mensalão”; sugou os resultados positivos da Petrobras para bancar campanhas políticas no “petrolão”; e agora, pra cobrir tudo isso, ela meteu a mão direto ao bolso do povo com aumentos de tributos e tarifas. Pronto, tinha de esgotar.




Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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