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Em xeque o projeto político do vice-governador

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Por Holanda
16/09/2013 04h17 — em Coluna do Holanda

A ação rápida do senador Eduardo Braga (PMDB), tão logo soube da intenção do vice-governador José Melo de se filar ao PRP,   praticamente coloca em xeque o projeto político do possível futuro governador. Para ter garantia de que se viabilizará na corrida sucessória, Melo precisa de um partido para chamar de seu . Mesmo assumindo o governo, é o partido quem decide se ele é candidato à reeleição. Neste episódio político, Melo repete outro vice que em 2001 despontou como o grande nome da sucessão estadual do então governador Amazonino Mendes. Samuel Hanan tinha tudo para comandar o PTB, que se ofereceu a ele para consolidar seu projeto político, que já estava em pleno andamento. Mas hesitou e caiu no “conto do boto”, ingressando no PMDB de Mestrinho que lhe deu garantias “seguras” de que o partido o apoiaria na indicação. Na hora, Mestrinho saiu candidato e Hanan ficou pelo caminho.

PRACIANO SONHA COM O SENADO

Do outro lado, o petista Praciano corre solto tendo a garantia de Lula e Dilma de que seu nome está no projeto político do senador Eduardo Braga para 2014. Tá parecendo em todo lugar e participando de qualquer evento onde tenha o dedo do governo federal. No sábado, durante o lançamento do Plano Safra em Iranduba, já apareceu como o “deputado federal com atuação em Iranduba” e no discurso alinhou uma série de benefícios conseguidos para o município.

DE VOLTA PARA O PASSADO

Numa de suas memoráveis bebedeiras, a “turma do Clube da Madrugada”, que se reunia no Café do Pina, chegou à exaltação além da conta para quem vivia sob o regime militar. Nomes já falados, mas ainda não notórios na literatura e na política, entre eles Fábio Lucena, Farias de Carvalho, Aloisio Sampaio (coronel farofa) foram detidos pela polícia política. Tiveram de marcar ponto na 5ª Seção do Exército e todos os dias, ao sair, passavam por um sermão do comandante. O poeta Farias de Carvalho ficava sempre no fim da fila. Até que um dia, quando entraram na sala, o comandante foi logo dizendo: “O senhor não, seu Farias, pode ir, o senhor tá liberado, não precisa vir mais”. Todos se olharam. Aloisio Sampaio, intelectual amigo de Farias, foi perguntar por que só ele tinha sido liberado da
pena. O comandante olhou sério: “Esse sujeito só fica pra sair por último que é pra me dar uma facada. Não aguento mais”.

SERÁ QUE ESTA SEMANA VAI?

Na semana passada a Assembleia Legislativa ficou muda sobre a resposta à  denúncia contra o ex-presidente da Casa, Ricardo Nicolau  (PSD), acusado de superfaturar R$ 4,9 milhões nas obras do edifício-garagem. Depois de várias idas e vindas, o pedido de três deputado para investigação de um segundo termo aditivo no valor de R$ 1,6 milhão (para edifício-garagem), foi parar na Comissão de Constituição e Justiça. O relator é o deputado Orlando Cidade (PTN).

O QUE OS DEPUTADOS QUEREM

Os deputados Luiz Castro (PPS), Marcelo Ramos (PSB) e José Ricardo (PT) querem explicações apenas sobre o termo aditivo, assinado num dia de domingo de janeiro, exatamente o mês de recesso. Os outros sete membros da Mesa Diretora na gestão Nicolau já declararam que sequer sabiam de assinatura do aditivo. O Ministério Público Estadual também quer saber como tudo aconteceu. O presidente Josué Neto (PSD) não vai mais poder adiar a dar uma resposta ao MPE. E Orlando Cidade precisará de uma boa justificativa para não entregar o relatório nesta semana.

 MORTES ALÉM DA PONTE

A mais recente invasão de terras, no município de Iranduba, a 27 km de Manaus, já registrou tumultos e até morte de um homem, no dia 10 deste mês. Iranduba é um dos municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM), ligado à capital pela Ponte Rio Negro. Ali será construída a Cidade Universitária, onde funcionará a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Jornalistas já foram hostilizados no local. Dentre os invasores, indígenas. O fenômeno não é novo, especialmente em Manaus, muitas vezes por motivos eleitoreiros.

   

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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