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Disputas internas no PSDB e o destino de Amazonino Mendes

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Por Coluna do Holanda
15/03/2022 01h17 — em Coluna do Holanda

Plinio reivindica um protagonismo que não tem para ser candidato, mas trouxe com ele a certidão de óbito do PSDB local, assinada por seis senadores que até um ano atrás eram fortes aliados de Arthur Virgilio.

Qualquer partido político com um mínimo de visão de futuro acolheria Amazonino Mendes e o tornaria candidato ao governo. Primeiro, por liderar todas as pesquisas de intenções de votos realizadas até aqui; segundo, pelo fator experiência e pelo histórico de realizações como gestor público.

O ex-prefeito Arthur Neto abriu as portas do PSDB, mas quebrando o cadeado. Como tudo  que é feito no improviso, sem respeitar regras, a iniciativa de Neto provocou estragos que ele não previa. Não arrombou apenas um cadeado, permitiu a implosão do partido e produziu um rebelde: o senador Plinio Valério.

Plinio reivindica um protagonismo que não tem para ser candidato, mas trouxe com ele a certidão de óbito do PSDB local, assinada por seis senadores que até um ano atrás eram fortes aliados de Arthur Virgilio.

Plínio não tem motivações  outras  que não  sejam se contrapor a Amazonino Mendes -  a razão aqui não está bem explicada -  e ao  homem que no PSDB agrediu sua família “e com família ninguém mexe”.

É pouco para um senador da República sair de um retumbante anonimato para assumir a condição de vítima de Virgilio, embora seja fato que Arthur extrapolou ao fazer acusações contra familiares do senador, ou mesmo ao convidar Amazonino sem consultar as bases do partido.

Agora Amazonino fica na obrigação de vir a público dizer que não lhe interessa o PSDB, que seu nome não pode ser o centro de uma disputa provinciana entre dois caciques de um partido no qual não pediu para entrar. Foi convidado e agora recusa, em nome de uma dignidade que tem e esperava que os tucanos tivessem na mesma medida.   

Se a decisão de Plínio pretendeu antes de mais nada desafiar o ex-prefeito Arthur Virgilio e mostrar que tem o apoio da executiva nacional do partido para liderar o processo eleitoral no Amazonas,  ela ofende a inteligência do eleitor. Afinal, o que pretende Plínio ?  Ser de fato candidato pelo PSDB, como mero figurante de um processo eleitoral onde está longe de ser uma estrela com algum brilho? Ou chega para refundar um partido que de certa forma está ajudando a destruir?

Plinio tem todo o direito - e já dissemos isso aqui neste espaço - de pleitear a candidatura em convenção partidária. Mas nem de longe é o nome ideal para disputar a cargo hoje ocupado pelo governador Wilson Lima, a não ser que sua ideia seja a de ser mero coadjuvante em um teatro de disputa no qual ainda que seja candidato, não se sabe qual será o seu papel…

Mas tem razão quando fala que é atacado por Arthur,  ou que Arthur não fez do PSDB um partido com a representação que merecia nas casas legislativas.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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