David e Nicolau: um caso de polícia, mas polícia tem lado e o MP silencia

Por Raimundo Holanda

08/11/2020 20h15 — em Bastidores da Política

  • Malfeitorias não devem ser passaporte para candidato disputar o cargo de prefeito de Manaus. Ou tornar-se prefeito em eventual disputa do segundo turno. Se não é um caso para prisão, ao menos os dois candidatos - David Almeida e Ricardo Nicolau, que chutaram a lixeira em debate na TV, deveriam passar por uma acareação….

Quando ex-aliados que participaram do mesmo governo se acusam de terem se apropriado da coisa pública, assumem  um crime. O que era  boato de repente transforma-se  em caso de polícia. Mas nada acontece: os  órgãos de controle, especialmente o Ministério Público do Estado do Amazonas, silenciam.  A delegacia de Combate a Corrupção, recentemente criada,  ignora. Afinal, a ingerência politica na  Deccor é total, fora que  entre  os que assumem ou revelam  malfeitorias, de forma desprendida  e acintosa,  há um aliado, com chances de disputar o segundo turno da eleição em Manaus. 

Malfeitorias não podem ser passaporte para um candidato disputar  o cargo de prefeito. Ou tornar-se prefeito em eventual disputa no segundo turno. 

Se não é um caso para prisão, ao menos os dois candidatos - David Almeida - acusado de superfaturar cirurgias e pagar  muito mais caro por exames médicos - e Ricardo Nicolau, que teria  pleiteado contratos não republicanos na saúde, ou corrido para o hospital de Campanha para fazer  sua campanha política - segundo David - deveriam ao menos passar urgente por uma acareação.  Os dois não podem estar mentindo. 

Há muitas verdade no que disseram no Debate da TV Norte. O caso transcende a competência da Justiça Eleitoral. É caso de policia mesmo.