Bastidores da Política - David e Nicolau: ’eu sei o que vocês fizeram no verão passado'


David e Nicolau: ’eu sei o que vocês fizeram no verão passado'

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

06/11/2020 21h46 — em Bastidores da Política

  • Não há inocentes em politica, há os que atiram pedras, mesmo tendo pecado.

O “debate"entre os candidatos David Almeida e Ricardo Nicolau, nesta sexta-feira, na TV  Norte, jogou um pouco  de luz sobre  as sombras que pairam no setor de saúde do Amazonas, e das quais os dois políticos se revelaram  protagonistas. Nicolau e David  não são personagens de um filme de suspense, como “Eu sei o que vocês fizeram no  verão passado”, do diretor Jim Gillespie, mas depois do debate, no qual   admitiram  que trabalharam juntos, no mesmo governo, mas  se acusaram de atos não republicanos, certamente nestas eleições haverá um matador do sonho politico de cada um deles: o eleitor, disposto a se vingar.  

Pode ser que, como no filme, onde os personagens matam e escondem o cadáver de um homem, depois de atropelá-lo,  para mais tarde serem torturados por um bilhete de um anônimo : ”Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”, escapem, mas o que disseram um do outro exige uma investigação do Ministério Público, pois admitiram  terem trabalhado  juntos. 

Em  três  minutos  resolveram tirar corpos das sepulturas, porque toda corrupção cometida especialmente na área da saúde, significa matar pessoas,  sequelar pessoas, mutilar pessoas. 

Quem acompanhou o debate ficou estarrecido. O que um disse do outro, a população de Manaus  já havia ouvido de alguma forma. Agora, eles confirmam o que os outros não podiam dizer.  O  que era “fake news” na opinião deles e que gerou tantos direitos de resposta concedidos por uma minoria de juízes desatentos da Justiça Eleitoral, agora é fato. Eles admitiram, ao se acusarem. 

Não há inocentes em politica, há os que atiram pedras, mesmo tendo pecado.

 

 

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.