Bastidores da Política - Com receio de ser hostilizado em voo comercial Wilson opta por jato da Rico


Com receio de ser hostilizado em voo comercial Wilson opta por jato da Rico

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

26/02/2021 19h49 — em Bastidores da Política

O governador  do Amazonas, Wilson Lima, contabiliza  uma rejeição que chega a 80% do eleitorado, o que justifica o receio de participar de encontros públicos ou viajar em avião de carreira. O governador vive uma crise de ansiedade e de receio de ser hostilizado em público. Por isso insiste no uso de jato da empresa Rico.Tem driblado decisões judiciais que o impedem de fazer uso  do avião, cujo aluguel está orçado em R$ 9 milhões. Mas esse é um risco - mais um - que Wilson parece entender que precisa correr.

A ideia de que  não há saídas para evitar constrangimentos de parte dos passageiros das companhias aéreas é um dos fatores  que podem  levar o governo a um confronto com o Judiciário e o Tribunal de Contas.  Mas Wilson parece estar pouco preocupado com isso,

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O governador Wilson Lima tornou-se um homem solitário - com uma larga vontade de acertar, recuperar o apoio da sociedade que lhe conferiu, em nome da renovação,  uma votação recorde em 2018.  

O problema é o mar de erros, os equívocos que tornam um retorno aos braços do povo impossível.  O sonho de reeleição, então, ficou para trás.

Sobreviver mais dois anos no governo será, para Wilson Lima, um grande feito. Nada impossível diante da forte blindagem que conseguiu não se sabe a que  custo para a sociedade.

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Há dez pedidos de impeachment contra o governador, mas a  Assembléia Legislativa do Amazonas não parece nada estimulada a acolhê-los. Ao contrário  do caso de Trump, cujo processo de impedimento foi votado depois do presidente norte-americano deixar o poder e mesmo assim acabou rejeitado, a Assembleia não pode esperar por 2023…

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.