A disputa silenciosa pelo comando do PTB, atual aliado do PMDB no Amazonas, ganha forma com a cassação do deputado Sabino Castelo Branco. A queda de Sabino vai apressar o leilão da sigla e o ajuste no jogo político local. Quem sai enfraquecido é o senador Eduardo Braga, que perde um aliado, incômodo, mas importante na composição para a eleição deste ano.
Conspiração contra o senador ?
A idéia de conspiração, vendida por Sabino logo após o resultado do julgamento do TRE, na segunda-feira, foi comprada por politicos ligados ao PMDB. O senador Eduardo Braga reagiu raivosamente. Peemedebistas lembraram que Braga já perdeu o apoio do PT, que se aliou ao PDT e ao PSD. Pode perder o PTB, caso o TSE confirme a cassação de Sabino.
Pesos e medidas diferentes
O Tribunal Regional Eleitoral tinha todos os motivos para cassar o deputado Sabino Castelo Branco, mas havia motivos idênticos para cassar Fernando Nicolau e seu filho, Ricardo Nicolau, acusados de usar dinheiro público em ações assistencialistas durante a campanha de 2010.
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Inesperadamente, num confuso julgamento em 15 de fevereiro do ano passado, o tribunal os absolveu, contrariando provas dos autos que indicavam que pai e filho usaram a Sociedade Pró-Saúde, inauguraram um ambulatório médico, com Centro Odontólogico, e fizeram das entidades um comitê politico. O tribunal ignorou uma carta que os dois encaminharam aos eleitores pedindo voto. Essa carta os conectava ao pró - Saúde.
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São pesos e medidas diferentes para fatos, senão idênticos, gravíssimos.
Maryse quer matar
Na discussão sobre segurança e violência que dominou o plenário da Câmara durante pelo menos metade da sessão de ontem, a vereadora Maryse Mendes demonstrou saudade dos tempos do chefe de Polícia Estênio Neves. Segundo ela, a solução para combater o crime em Manaus “é mudar o Código Penal ou colocar um chefe de Polícia maluco. Perdoar uma, duas vezes, mas na terceira não tem perdão! Acabou!”
Maryse quer matar II
Na época que Neves comandou a Polícia da cidade se dormia em Manaus de portas abertas, porque não havia ladrões. Quando um era apanhado, ia pra cadeia, conforme a Lei. Ao ser solto, se repetisse ia pra penitenciária e de lá desaparecia. Dizem que ia morar no Encontro das Águas.
Rezaaaaa Mitoso
Ainda falando em segurança, o vereador Luiz Mitoso, que elogiou o esforço do governo para combater o crime e a violência em Manaus, com o programa Ronda no Bairro, depois foi comedido: “Não vamos querer que o governo acabe com tudo, porque o universo do mal é muito abrangente. Nós temos muito é que rezar, orar muito”.
Forças ocultas
Alguém no plenário da Câmara lembrou do dia anterior, quando o vereador Wilton Lira denunciara a existência de “forças ocultas” querendo fazer a CPI da Água, e o colega Ademar Bandeira prometera “trazer um exorcista pra espantar essas forças”.
Hackers miram site da ALE
O site oficial da Assembleia Legislativa está sendo alvo de hackers quase que diariamente, comprometendo o acesso aos dados públicos constante no site. A Diretoria de Informática da Casa identificou que os ataques têm ocorrido sempre no período da tarde. Para garantir mais segurança à rede, todos os funcionários que utilizam laptops para trabalhar na ALE terão que repassar seus IP’s ao setor de informática que já está enfrentando resistência.
Vereadores fazem ajustes nos gabinetes
Passado o Carnaval e o ano iniciando de fato, os vereadores estão tratando de fazer os ajustes no corpo de funcionários de seus gabinetes. Entre exonerações e substituições estão também o aumento das gratificações e ao julgar pela publicação do Diário Oficial do Município de ontem, o vereador Leonel Feitoza foi o mais radical e alterou o salário de pelo menos 15 de seus assessores.
Fora do ar
O Tribunal Regional Eleitoral, que junto com outros sites governamentais foram brincar o Carnaval e saíram do ar no período de Momo, publicou portaria invalidando as publicações das edições 30 e 31 por considerar que os atos ali constantes estariam publicados na edição subsequente. Até aí tudo mais ou menos. O problema é que site continuava fora do ar nesta quarta-feira à noite.
Comprando briga
Dizem que de boas intenções o inferno está cheio. É mais ou menos por aí que o deputado estadual José Ricardo (PT) está enverando ao propor a proibição de acumular a verba indenizatória na Assembelia Legislativa do Estado Amazonas (Aleam). A favor dele tem toda a população, contra os seusa colegas de parlamento. Esses votam, a população não.
No flagra
De acordo com deputado Marco Antonio Chico Preto (PSD) foram distribuídos na Cidade Nova, zona norte, onde o programa de segurança pública Ronda no Bairro está implantado, 18 mil cartilhas coma as fotos dos policiais. Diz ele, ainda, que três casas se negaram a receber o material. Bem, quem recebeu as cartilhas também recebeu um tablóide e um adesivo: kit completo.
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Fica só uma pequena dúvida: por que o governo estadual mandou imprimir 500 mil exemplares, como é informado no expediente do tablóide produzido pela Kintaw, se a Cidade Nova não tem toda essa população? Mistério.
Não é Cazuza, só exagerado
Que a Santa Casa de Misericórdia deve e precisa ser recuperada é um fato que todos conhecem, assim como a campanha que o vereador Mário Frota (PSDB) tem feito com esse objetivo, mas daí a dizer que o prédio está prestes a desabar vai enorme distância, principalmente na ausência de um laudo técnico. Mal conservado, sim, prestes a desmorar é puro exagero.
Diplomata inspirado
“Estou relendo ‘Dois Irmãos’ do Milton Hatoum, um dos mais vigorosos romancistas deste tempo. Traduzido em tantas línguas, ele o é porque universaliza Manaus e [o] Amazonas. Escreve de um jeito que russos, americanos e marcianos entendem e se encantam. Dos seus livros, todos excelentes, para mim ‘Dois Irmãos’ é a obra prima. Prende do começo ao fim. Milton é grande contista também.” O texto é do diplomata Arthur Neto ao se despedir dos internautas nesta quarta-feira à noite.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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