Bolsonaro precisa de um espelho e de um psiquiatra

Por Raimundo Holanda

14/05/2020 19h39 — em Bastidores da Política

Na reunião ministerial na qual Bolsonaro defendeu mudanças na cúpula da Polícia Federal, para proteger seus parentes e amigos, ele também teria chamado o prefeito de Manaus, Arthur Neto, de “vagabundo”. A causa seria o fato de Arthur estar trabalhado para salvar vidas e enterrando os que não sobreviveram ao vírus mortal que se espalhou pelo Brasil, impulsionado pela insanidade de um presidente que não respeita as normas de isolamento recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

Bolsonaro é boçal, irresponsável. O que ele diz pouca gente leva em conta. Arthur tem o direito de defender o pai, Arthur Virgilio Filho, que também teria sido atacado pelo atual inquilino do Palácio do Planalto.

Mesmo que o presidente ainda consiga espalhar veneno e dor, responder a ele é sustentar o ódio que ele tem do mundo, das pessoas e do Brasil.

Arthur  sabe quem quem são os “vagabundos” que estão levando o País para o caos, destruindo a esperança de um povo e ameaçando o que foi conquistado com dor, lagrimas, suor e sangue: a democracia, agora ameaçada pela insanidade de um presidente que parece desesperado. Uma consulta a um psiquiatra faria bem ao capitão.