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Armando, espera o carnaval passar!

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Por Holanda
19/01/2012 08h15 — em Coluna do Holanda

O português Armando Dias Soares não morreu, como chegou a ser noticiado ontem. E não  seria justo morrer antes do carnaval. Nem depois  da terça-feira gorda.  O portuga, amado por tanta gente diferente,  precisa viver - senão como homem, porque a  eternidade não é possível - como mito.

 

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Há dois anos a Câmara  de Vereadores abandonou um projeto de tombamento da Banda que leva o nome do português - a Bica ou Banda Independente da  Confraria do Armando. Parece ter chegado a hora de retomar o projeto.

 

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Armando não pode morrer. Nem a Bica,  simbolo do carnaval de Manaus e  retrato de uma irreverência que revela o verdadeiro lado de uma cultura cujo berço reside num pequeno bar no Centro de Manaus, alimentado por cerveja e sanduiche de porco, provocando mutaçòes nas mentes de velhos e jovens intelectuais que ainda cantam a liberdade.

 

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Se Armando morrer antes desse reconhecimento público de sua obra - silenciará uma parte  importante da cultura de Manaus. O risco é os intelectuais que ainda podem ser vistos de porre, entalados em sanduiches de porco, também morrerem com ele...

 

Auditoria na Suframa

 

O novo superintendente da Suframa,Thomaz Nogueira, está fechado em copas. Há uma semana no cargo, tem evitado falar com a imprensa e as informações sobre sua gestão estão sendo conduzidas pela assessoria de imprensa do órgão que limita-se a divulgar as reuniões do chefe com embaixadores e representantes do Banco Mundial que ocorreu na segunda-feira. Um encontro fechado para a imprensa.

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O motivo para evitar os microfones é uma auditoria que Thomaz tem conduzido dentro do órgão. Como um bom auditor fiscal que é, Thomaz não sentaria no trono se não varresse para fora do tapete as transações, acertos e acordos realizados pela gestão que o antecedeu.

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 Após oito anos no cargo de superintendente da Suframa, a funcionária de carreira da autarquia, Flavia Grosso, deixou o cargo as voltas com  um processo em que a Justiça Federal e o Ministério Público Federal investigam supostas práticas de improbidade administrativa. Flávia continua com os bens bloqueados pela Justiça.

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E por falar em Flávia Grosso, o grupo de empresários amigos de Flavinha que antes reunia-se no Restaurante Mercatto aos sábados, ficou algum tempo sem marcar ponto no restaurante, mas aos poucos    retoma  as atividades ao lado do bom e velho 'cachorro engarrafado'.

 

Briga de foice


O  PT, que nunca foi unido em nenhuma instância e cada vez mostra mais o apetite de seus filiados pelo poder, está dando um show de como escancarar ao eleitor as más práticas políticas que minam as fileiras de um partido cuja proposta  original era salvar o pais da corrupção.  Contra essa má onda, se insurge o vereador Waldemir José, que quer o PT disputando a prefeitura de Manaus com candidato cabeça de chapa, enquanto outro grupo negocia  cargos e promete entregar o partido em troca de 30 moedas.  
 
Velho, novo

Para o secretário-geral do PDT, Dermilson Chagas, a entrada de Amazonino Mendes representa o arejamento do partido Vai ver que Chagas não conhece a parábola do vinho novo em odres velhos.  .

Conta irregular de Eron

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgou irregular as contas da Secretaria de Estado da Produção Rural do exercício de 2008, sob a responsabilidade do secretário de Estado, Eron Bezerra, e do secretário executivo João Ferdinando Barreto. Os dois vão ter que pagar multas que totalizam R$ 19.547,51.

Furo na Sedema

Na Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sedema), atual Semmas,   se deram mal  os ex-secretários Antônio Carlos Marques Souza e Fernando Melo de Carvalho, que exerceram a função no exercício de 2004. O Tribunal de Contas do Estado TCE)  julgou  irregulares as contas daquele período. Os dois vão ter que devolver R$ 330,36 mil referentes a despesas glosadas pelo TCE em mais R$ 6 mil em multas.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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