Aquele candidato que não gosta de ser contrariado

Por Raimundo Holanda

15/10/2020 23h20 — em Bastidores da Política

  • O TSE equivocou-se ao mirar as 'fake news' em suas inserções na TV. Deixou de orientar o eleitor a avaliar as melhores propostas, a biografia de cada candidato. Ao contrário, mirou noticias falsas que na verdade são na grande maioria produzidas pelos candidatos a pretexto de desconstruir informações que denunciam suas malfeitorias. E isso sob o manto de uma justiça eleitoral cega.

O potencial de manipulação  politica no WhatsApp é imenso nessa campanha eleitoral. Supera a TV e o rádio, porque entra dentro de casa pelo celular e com uma dose de veneno contra o qual parece não haver antídoto. É a zona cinzenta onde cada um solta seus demônios, destrói reputações, torna a verdade mentira. É o caso do candidato a prefeito de Manaus vezeiro em dizer que todas as matérias negativas ou que o contrariam, são "fake news".

Quer dizer, verdade e mentira se misturam no aplicativo  de  forma que apenas os candidatos mais afoitos, com desprezo pelas instituições e pela liberdade de escolha dos cidadãos são beneficiados. 

Essa é  uma eleição atípica, não apenas por causa da pandemia,  que afastou os candidatos do contato direto com o eleitorado, mas porque os mecanismos de manipulação da vontade do eleitor se tornaram mais eficientes.