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Amazonino tem menos problemas e corre mais que adversários


Por Raimundo de Holanda

28/07/2022 20h05 — em
Bastidores da Política



Os pré-candidatos ao governo do Amazonas não conseguiram montar chapas, definir vices, contornar interesses dos partidos que compõem as alianças. É o caso do governador Wilson Lima, candidato à reeleição, dividido entre o poder do presidente Bolsonaro e o prefeito David Almeida. A indicação do vice está no centro dessa disputa que fatalmente rachará o grupo do governador.

Menos de 70 dias separam o eleitor das urnas, mas a grande maioria dos partidos vem empurrando as convenções (que definirão os candidatos) para a data limite: 5 de agosto. Parece que ninguém tem pressa  ou teme o crescente antagonismo politico que pode conduzir a rupturas não desejadas, mas previsíveis.

O que muitos se perguntam é se teremos eleições. Não seria uma pergunta coerente se os ânimos não estivessem tão exaltados e se os ataques à democracia não fossem cada vez mais frequentes.

Mas pela primeira vez o eleitor não parece interessado em eleição, especialmente no Amazonas.

Nem mesmo os  candidatos ao governo conseguiram montar chapas, definir vices, contornar interesses dos partidos que compõem as alianças. É o caso do governador Wilson Lima, candidato à reeleição, dividido entre o poder do presidente Bolsonaro e de seus interlocutores e o prefeito David Almeida.

A indicação do candidato a vice está no centro dessa disputa que fatalmente rachará o grupo do governador.

Já o senador Eduardo Braga, que conta com o apoio do presidente Lula, ainda não se comporta como eventual candidato. Não esquentou os motores. Nem parece o homem determinado de outras eleições. O que o segura, não se sabe.

Quem surfa praticamente sozinho  é o ex-governador Amazonino Mendes, que acelera mesmo antes das convenções e parece a uma volta de distância dos seus dois eventuais adversários.

As chances de romper a linha de chegada  e vencer a corrida é tão real que falar apenas em prognóstico é não perceber as falhas dos motores dos dois pilotos que vêm atrás.



Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.