O sábado é sempre um dia especial. Gente nas ruas, carros circulando e uma história por trás de cada homem, de cada mulher que passa. Alguns ansiosos por “pegar"outras ou outros, mexer com os hormônios e depois esquecer. Mas há aqueles que carregam uma tristeza que se espelha no olhar. São mundos diferentes que se cruzam e não se conhecem.
A noite será longa e o amanhecer um mistério. Pode ser igual, repetir o ritual de hoje, a rotina, mas a vida seguirá diferente e desigual, cada um carregando seus segredos e suas dores.
Penetrar nesses mundos e entrelaçá-los, romper a distância de um passo que parece tão longo e inalcançável é um desafio que a vida em sociedade nos impõe.Mas essa é uma tarefa de cada um, só depende do querer, da vontade de ser igual, de superar preconceitos e medos.
O medo do que o outro está pensando ou eventualmente tramando. O medo de nós mesmos - porque no fundo temos os defeitos, as fraquezas que atribuímos a outras pessoas.
Somos preconceituosos e incapazes de reconhecer isso. Nos recusamos a admitir os defeitos que temos, mas comodamente os vemos nos outros, quando os outros são os espelhos de nós mesmos.
Que o domingo chegue com Sol e esperança e que todos possam passar pelas outras pessoas e deixar um sorriso. É um passo importante para o mundo mudar…
É o que desejo. Estava cansado de escrever sobre politica, judiciário, intrigas. O mundo não é só isso. Tem graça, tem vida, tem pessoas de verdade que não estão nas bolhas.Tem gente a espera de um sorriso para renovar a esperança de viver…
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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