Os americanos e europeus não sabem como lidar com Vladimir Putin. Falam muito, ameaçam, mas sabem que não tem como impedir que Kiev, a capital da Ucrânia, caia em poder russo. Começam a tentar compreender um ator imprevisível, capaz de desencadear um conflito nuclear e espalhar a guerra por todo o Planeta. Kiev vai cair, provavelmente neste final de semana, sem que EUA e Europa movam as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte que estão na Polônia e outros países do Leste Europeu.
Ucranianos foram enganados pelo Ocidente, especialmente pelos americanos que acenaram com sua adesão à Otan. Na verdade, essa sinalização foi uma provocação à Rússia e tornou a Ucrânia um alvo previsível.
O incêndio em Kiev é responsabilidade dos EUA e seus aliados europeus. Mas muito mais dos americanos, com sua politica de expansão de sua influência pelo mundo.
Os Estados Unidos vendem o sonho da paz e da democracia, mas é um país excludente. É só ver a situação dos afroamericanos e dos latinos americanos, dos refugiados que são expulsos de forma criminosa do país.
O sonho americano - ideal de liberdade e de sucesso - é compartilhado por uma minoria branca e rica. O que a América tem a oferecer para o resto do mundo é guerra, expansão de suas fronteiras, influência geopolítica. Nada mais. É só ver o muro construído na fronteira com o México, suas incursões no Iraque e no Afeganistão, sua arrogância na diplomacia, seu desejo de caber a ele a primeira e a última palavra.
O mundo vai mal, em grande parte pela ação de Putin na Ucrânia, mas muito mais pelo desejo dos americanos de expandir sua influência sobre países do Leste Europeu, o que é uma clara provocação aos russos. Eis a origem desse conflito. Ou a principal razão.


Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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