Uma guerra mundial parecia uma coisa improvável até semanas atrás, mas o agravamento do conflito Rússia x Ucrânia e a ameaça de uso do arsenal nuclear russo contra alvos no Ocidente apontam para um cenário de destruição em massa.
Na prática, já há uma guerra mundial, ao menos envolvendo toda a Europa e os Estados Unidos, pelo fato de esses países estarem fornecendo material de guerra para a Ucrânia, como congelando patrimônio russo e isolando Moscou.
Quem vai disparar o primeiro dispositivo nuclear é outra história, mas essa é uma guerra que envolve vários atores e não apenas ucranianos e russos.
Contribuíram para esse cenário os países europeus liderados pela Alemanha, que resolveram fornecer aviões de combate e armamento sofisticado à Ucrânia, além de excluirem a Rússia do sistema Swift, uma espécie de plataforma financeira global que facilita os negócios entre bancos de diversos países.
O problema agora não é apenas dos europeus, dos americanos, ucranianos e russos. É de todo o mundo, que aposta na melhor saída: a negociação.
Putin pode recuar, mas sabidamente não sairá humilhado dessa guerra. Por mais irônico que pareça, a mesma Europa que se volta contra Moscou depende do gás que os russos fornecem para manter a indústria funcionando e os lares aquecidos.
É uma disputa onde todos perdem e de um risco muito grande de destruição da civilização.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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