Mourão estabelece prioridades para atuação na Amazônia Legal em 2021

Por Portal do Holanda

28/12/2020 13h34 — em Amazônia

Foto: Alan Santos/PR / O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, durante entrevista coletiva à imprensa no Palácio do Planalto

Um balanço de execução do governo na Amazônia Legal desde o começo de sua gestão e a listagem do que aguarda ano que vem, foi realizado ontem (27), pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

Segundo o vice-presidente, as prioridades em 2021, serão o monitoramento e combate a crimes ambientais e fundiários; o fortalecimento das agências ambientais; incremento de fontes de financiamento; regularização fundiária e ordenamento territorial e estímulo à inovação e à bioeconomia.

“A Amazônia sofria com ausência do Estado, projetos inconsistentes e crenças ambientais equivocadas que, por anos, foram deliberadamente plantadas e cultivadas na mente dos brasileiros como verdadeiras. Por ser uma região distante e de difícil acesso que poucas pessoas de fato conheciam, muitas acabaram aceitando essas verdades criadas por especialistas de suas vontades, plantadas como “boas sementes” e cuidadosamente regadas até criarem raízes”, disse Mourão, ao destacar a criação do CNAL em fevereiro deste ano.

“Com exceção do Tocantins, visitei todos os estados da Amazônia Legal para conhecer as suas realidades, ouvir as preocupações e demandas dos governadores e sociedade e alinhar ações. Apresentei a embaixadores estrangeiros os verdadeiros índices brasileiros de preservação ambiental (84% da vegetação nativa na Amazônia e 66% em todo o território nacional) e os levei para verificar in loco a complexidade, desafios, oportunidades e projetos da região”, destacou. 

Outra linha de atuação destacada por Mourão foi a Operação Verde Brasil 2, realizada em parceria com as Forças Armadas em apoio aos órgãos de segurança e fiscalização estaduais e federais. 

“Avançamos no combate a crimes ambientais e outros ilícitos, obtendo resultados expressivos, como na apreensão de madeira ilegal (187,147 m3), embarcações (1.518), minerais (154.050.045 kg), drogas (392 kg), tratores (261); e nos índices de desmatamento, que estão em queda desde junho, na faixa de 20% a 30%, com exceção de outubro que teve um pico, mas voltando a cair 44% em novembro em relação ao mesmo período de 2019”, afirmou.  


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