Início Amazônia Estudo de 35 anos indica queda nas populações de aves na Floresta Amazônica
Amazônia

Estudo de 35 anos indica queda nas populações de aves na Floresta Amazônica

Estudo de 35 anos indica queda nas populações de aves na Floresta Amazônica
Estudo de 35 anos indica queda nas populações de aves na Floresta Amazônica

Um estudo feito por cientistas americanos da Louisiana State University (LSU), realizado ao norte de Manaus-AM, na Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF), um grupo de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônica (Inpa), comprova que o declínio nas populações de aves está acontecendo mesmo em áreas da Floresta Amazônica que estão longe da interferência humana.

As aves da área florestal da Amazônia não adulterada por um ser humano, foi monitorada por mais de 35 anos. A redução é visível principalmente com as aves que vivem nas partes baixas da floresta e aqueles que se alimentam de insetos no solo.

“Achamos que o que está ocorrendo é uma erosão da biodiversidade, uma perda no número de espécies em um lugar onde nós esperaríamos que a biodiversidade pudesse ser mantida”, disse o professor da LSU, Philip Stouffer, que é o principal autor do artigo publicado da revista Ecology Letters.

As pesquisas de campo na Amazônia de Stouffer começaram em 1991. E com o apoio da National Science Foundation, ele levou adiante um o longo monitoramento de aves do PDBFF, que teve início em 1980. E somente em meados de 2008, ele e seus alunos notaram que algumas espécies de aves que eram abundantes quando o projeto começou estavam ficando em falta.

Dessas observações surgiu o plano de pesquisa para coletar dados atualizados para serem comparados com os dados de 1980-1984. Depois foram analisados dados coletados de 35 anos em 55 localidades diferentes. Então o pesquisador e ornitólogo do Inpa, Mario Cohn-Haft, explicou que as mudanças nas populações de aves estão relacionadas a distúbios humanos indiretos e podem ter várias implicações. “A gente está afetando a floresta, mesmo sem perceber, e as aves são esses indicadores da condição ambiental”, disse o pesquisador do Inpa.

De acordo com o site do Inpa, Cohn-Hart aponta que as espécies que diminuíram da mata são justamente as espécies mais sensíveis a qualquer distúrbio que afete a mata primário. “Que essas espécies sensíveis a impactos humanos estejam diminuindo onde nenhum impacto na floresta, já foi percebido, é um alerta de que o alcance da interferência humana é muito maior que imaginávamos, chegando até as espécies que vivem em mata fechada”, alertou.

As espécies que mais sofreram com o declínio foram justamente as que vivem no solo, foram estas: O pinto-do-mato-carijó (Myrmornis torquata) e o uirapuru-verdadeiro (Cyphorhinus arada). Por outro lado a espécie papa-formiga-de-topete (Pithys albifrons), tem crescido ao longo desses anos.

“A ideia de que as coisas estão mudando até mesmo nas partes mais intocadas de nosso planeta sem que nós as percebamos, nos mostra que precisamos estar ainda mais atentos a estas transformações”, completa Stouffer.

 

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!