Intitulada ‘Mistério Amazônico’, a matéria lembra que, a cinco dias das eleições do primeiro turno, um vendedor ambulante foi preso pela Polícia Federal em Manaus tentando sacar R$ 5 milhões de uma conta corrente. O valor havia sido transferido pela Emparsanco para outra empresa em Manaus. A reportagem também lembra que a empresa venceu uma licitação de R$ 93 milhões para prestar serviços de tapa-buraco, três dias após a instalação de um escritório em Manaus.
Marcelo Ramos acredita que todas estas evidências devem ser investigadas pela PF e pela CMM. “Está claro que esta empresa veio para Manaus com a certeza de que ganharia esta licitação. Vale lembrar que ela concorreu com uma outra empresa do mesmo dono. Até agora não vimos um funcionário da empresa nas ruas da cidade, e nenhuma máquina tapando buracos”.
O parlamentar apresentou um requerimento na CMM solicitando que o gerente da Emparsanco em Manaus compareça a Casa para explicar qual seria a destinação dos R$ 5 milhões que o camelô pretendia sacar. “Ele também terá que explicar como é que uma empreiteira deste porte se instala em Manaus com apenas três salas no terceiro andar do Millenium. Onde estão guardadas os tratores, as pás e o restante dos equipamentos usados nos serviços de urbanização? Onde estão os funcionários? ”, questionou.

