Finalmente o empresário Leandro Guerreiro compareceu ao 2ª Tribunal do Júri para depor no processo no qual responde pela morte do policial civil Raylen Caldas Gomes, com um tiro no rosto no final da manhã do dia 2 de dezembro do ano passado. O comparecimento do acusado foi marcado por confusão, principalmente na saída, quando seguranças tentaram de todas as formas impedir que ele fosse fotografado.
Os seguranças de Leandro usaram até um guarda-chuva para impedir que o patrão fosse filmado. tanto na chegada quanto na saída. Numa atitude inédita do juiz do caso, Hugo Levi, os seguranças tiveram autorização para entrar na sala de audiência e sair com o guarda-chuva aberto para proteger o patrão.
Aos gritos, a esposa do policial assassinado, Maria do Socorro Caldas Gomes, afirmava : “você é um covarde, mas irá pagar por matar um pai de família”.
De acordo com o policial James Figueiredo, que esteve o tempo todo ao lado da viúva, para deixar o Fórum Ministr Henoch Reis Leandro contou com ajuda de um assessor particular do juiz Hugo Levy. “Ele deixou até o segurança entrar com o guarda-chuva para evitar as fotos" .
Entenda o caso
O policial civil Raylen Caldas foi morto depois de discutir com um segurança da Loja Wolrd Micro, pertencente a Leandro Guerreiro. O investigador adentrou a loja de informática com a intenção de falar com o patrão do vigilante que sacou de um revólver para intimidar um flanelinha.
De acordo com a esposa da vítima, Raylen se identificou na entrada da loja e quando chegou a falar com o gerente oi morto com um tiro a queima roupa disparado por Leandro.
O empresário usou como álibi que teria sofrido um assalto cerca de um mês antes, e disse que foi a Delegacia de Roubos e Furtos. Hoje o delegado, Orlando Amaral prestou depoimento e revelou ao juiz Hugo Levy que o empresário esteve lá mas não fez nenhum registro de assalto.

