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Trânsito mata mais homens jovens e traz impacto econômico ao Amazonas

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Trânsito mata mais homens jovens e traz impacto econômico ao Amazonas
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Por Ana Célia - Especial para o Portal do Holanda

O impacto social e econômico causado pelo fato de metade das mortes ocorridas no trânsito do Amazonas é de jovens do sexo masculino, com menos de 25 anos, deve intensificar o trabalho de prevenção e a elaboração de propostas visando reduzir esses números, na opinião da coordenadora de Vigilância de Violências e Acidentes da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Cassandra Torres.

Os dados são do Boletim Epidemiológico da Mortalidade por Acidentes de Transporte Terrestre no Amazonas, referentes aos anos de 2018 a 2022. Nesse período foram 114.511 óbitos notificados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM).

Deste total, 15.061 (13,2%) foram óbitos por causas externas, sendo, 8.006 (53,2%) por homicídio, 2.070 (13,7%) por Acidentes de Transporte Terrestre (ATT), 1.386 (9,2%) por suicídios, 3.371 (22,4%) por outras causas externas e 228 (1,5%) por causas externas indeterminadas.

A análise da evolução temporal a partir de 2020 aponta para um aumento do número de óbitos por acidentes de trânsito no estado. Na capital, o ano de maior número de óbitos foi 2022, com 289 óbitos, e no interior 2019, com 166 óbitos.

Os homens jovens e economicamente ativos, de acordo com os dados do boletim, têm quase três vezes mais chances de morrer em acidentes de trânsito do que mulheres jovens.

“Nosso objetivo em divulgar os dados é para que subsidiem ações dos setores que atuam no transito”, explica a psicóloga, que chama atenção para o percentual de óbitos nessa série histórica que se deu com motociclistas do sexo masculino, numa faixa etária muito jovem.

No Brasil, a partir de 2010, a tentativa de reduzir as mortes e lesões no trânsito levou à implantação, por meio de uma iniciativa proposta pela Blomberg Philanthropies, do projeto Road Safety in Ten Countries (RS 10), mais conhecido no Brasil como Programa Vida no Trânsito (PVT), coordenado pelo Ministério da Saúde, em cooperação técnica com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

No Amazonas, Manaus foi o primeiro município a implantar o PVT, em 2014, com a assinatura do Termo de Compromisso pelo Gestores da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) e da FVS-RCP.

A partir de 2019, o PVT foi expandido para 10 municípios: Coari, Humaitá, Itacoatiara, Manacapuru, Maués, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Tabatinga e Tefé.

Durante o período em análise, entre os anos extremos (2018 e 2022), houve um decréscimo da taxa de mortalidade nas regionais de saúde do Médio Amazonas, Rio Purus, Baixo Amazonas e Rio Juruá.

Mas nas regionais do entorno de Manaus e Alto Rio Negro, Rio Madeira, Triângulo, Rio Negro e Solimões e Alto Solimões houve acréscimo, com destaque para a regional Rio Purus com a maior taxa de mortalidade nos anos de 2018 e 2019.

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