Manaus/AM - Em meio à seca recorde do Rio Negro, que afeta mais de meio milhão de pessoas no Amazonas, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL), Ralph Assayag, disse que empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM) não se prepararam para os impactos da seca.
A falta de planejamento tem sido o principal motivo, segundo Assayag. “Teriam que ter feito estoques maiores das empresas, mas não tiveram noção da seca, não se preparam e agora temos que lidar com a paralisação. Recebo relatos diários da falta de materiais, não conseguem escoar a produção, nenhuma carga está chegando aqui em Manaus”, disse a um site local.
De acordo com o dirigente, na semana passada, “quatro navios que estavam em Itacoatiara não conseguiram seguir viagem e tiveram que retornar com 2.400 contêineres de mercadorias”.
Nesta quinta-feira (19), o nível do Rio atingiu 13,29 metros. Em 24 horas, o nível desceu mais 9 centímetros. O recorde da seca histórica foi batido na segunda-feira (16).
A estimativa é que, se caso a seca avance para o próximo mês, apenas 35% a 40% da carga consiga chegar na capital por meio de balsas.

