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"Por que eles não foram denunciados? "



O delegado George Gomes, um dos candidatos aprovados no concurso da Defensoria Pública do Estado, que denunciou a fraude, disse que pensa como o promotor de Justiça, Fábio Monteiro, em relação à declaração feita pelo defensor geral, Tibiriçá Valerio de Holanda, em um  cartório em Manaus: " está desesperado com a comprovação da armação feita para beneficiar seu filho, o irmão do sub-defensor e outros".
 
Gomes  disse que irá representar criminalmente contra Tibiriçá, Gualberto e outros envolvidos nas declarações que foram registradas no cartório Abreu, dias depois da comprovação da fraude pela polícia no concurso da Defensoria.
 
O candidato disse acreditar que o proprietário do Instituto Cidades, Leonardo Chaves, pressionou o defensor geral e o sub, para arrumaram uma maneira de ele  mostrar em Fortaleza que foram  vítimas de chantagens e extorsão.
 
“Veja, esses documentos não vieram a público em Manaus, somente agora quando o Portal do Holanda  teve acesso, mais um mês depois de ser produzido. Porque isso ocorreu? Se era prova Tibiriçá, Wilson e os outros envolvidos deveriam ter mostrado à imprensa local na coletiva realizada por eles no dia 2,  quando pela manhã foram cumpridos os mandados de busca e apreensão”, declarou.
 
Para George, o fato das declarações terem sido divulgadas somente em Fortaleza, no blog do Areton, em matéria assinada pelo pai de Leonardo, Chico Chaves, demonstra a ligação dos organizadores do concurso com o Instituto Cidades.
 
O candidato declarou que apesar de ser delegado de polícia, andar armado, hoje devido às denúncias que fez juntamente com outras pessoas, tem saído de casa apenas para o trabalho. “O concurso foi anulado pelo governador, mas as pessoas continuam no poder. E pessoas desesperadas como as que foram denunciadas pelo Ministério Público, podem reagir de várias maneiras”, declarou.
 
George Gomes  disse não entender porque o sub-defensor geral, Wilson Melo e Gualberto Graciano, presidente da comissão organizadora, não foram denunciados pelo MP. “Mas confio na Justiça e sei que todos em breve serão punidos”, concluiu.

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