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Régis alega doença e não depõe em CPI




O ex-prefeito de Manacapuru, Washington Régis (PMDB), não compareceu, como previsto, para depor na  quarta-feira, 14, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), formada no dia 21 de junho para apurar nada menos do que R$ 32 milhões gastos em sua gestão sem qualquer comprovação.

Contra Washington Régis pesam acusaçõecomo a adulteração de extratos bancários do Banco do Brasil, com o propósito de passar para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), a ideia de que a prefeitura do município ia  bem de caixa.

“É uma pena que o ex-prefeito não esteja aqui para dizer por que os extratos bancários enviados ao TCE apresentavam um valor e o que nos foi fornecido pelo banco mostra uma realidade totalmente diferente”, comenta o relator da CPI, vereador Moisés Aguiar.

Entre os  exemplos de desvio de dinheiro público durante a gestão do  ex-prefeito destaca-se o bosqueamento e colocação de grama nas margens direita e esquerda do igarapé do Chicão, fruto do convênio 3062, com o governo federal, no valor de R$ 1,25 milhão para controle de endemias rurais.

“Lá não foi colocado um único tijolo. Lá não existe nada muito menos grama”, diz   Eloivan Mello, ex-funcionário da empresa encarregada pelas obras, a Metalcom. “O que houve foi uma grande roubalheira”, afirma à CPI da Transparência, Eloivan.
E por ai vai.

Nas prestações de contas enviadas ao TCE no período em que Régis esteve à frente da prefeitura do município são muitas as obras que nunca foram executadas, tais como a construção de uma caixa de água que existe havia mais de 70 anos; construção de subestação de 450 kv, recuperação do sistema de abastecimento de água,  construção de adutoras, instalação de transformador, instalação de hidrômetros e caixa de água e  outras.


“O ex-prefeito assina a sua própria condenação quando deixa de comparecer para se explicar sobre as aberrações praticadas durante toda a sua gestão.  Como explicar onde e com que gastou R$ 300 milhões que recebeu em quatro anos”, comenta o presidente da CPI, vereador Francisco Coelho, que prometeu comunicar ao juiz criminal do município a ausência de Régis sem qualquer comprovação de que está doente ou de que viajou.
 

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