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Promotor nega tentativa de acordo com Tibiriçá e diz que defensor geral entrou em desespero

O promotor de Justiça, Carlos Fábio Monteiro, que está em São Paulo, disse por telefone ao Portal do Holanda, que considera a declaração do defensor público geral, Tibiriçá Holanda, a um cartório, cerca de 10 dias depois de comprovada a fraude no concurso realizado pelo órgão, como um ato desesperador de quem está acuado.
 
“Porque ele (Tibiriçá) não mostrou tudo isso quando falou na coletiva à imprensa no dia do cumprimento dos mandados de busca e apreensão”, questiona o promotor, afirmando que as declarações feitas no cartório  só foram divulgadas em um blog em Fortaleza, pelo pai do dono do Instituto Cidades, Leonardo Chaves, que é acusado de fraudar o concurso em Manaus.
 
Fábio Monteiro  disse ainda esse fato demonstra mais ainda forte ligação de Tibiriçá Holanda com o proprietário do Instituto. “Porque só foi divulgado o documento em Fortaleza, está comprovado que é para limpar a barra de Leonardo, na sua terra onde é a sede do Instituto”, acrescentou.
 
Com relação as suas supostas propostas para cancelar o procedimento iniciado depois das denúncias de fraude feitas por candidatos aprovados no certame e de defensores públicos, o promotor afirmou que seria impossível ele fazer uma proposta dessa. “O Tibiriçá, como defensor público, sabe que eu não poderia fazer isso. Somente o Conselho Superior do Ministério Público, poderia fazê-lo. Isso é puro desespero de quem fraudou um concurso para beneficiar o filho”, disparou.
 
Fábio Monteiro  disse que foi Gualberto Graciano, presidente da comissão do concurso quem lhe procurou para falar que o filho do defensor geral e do sub  não iriam fazer a segunda parte do concurso. “Eu disse a ele que tinha um procedimento instaurado para apurar uma fraude no concurso. Nem em nomes toquei. Foi ele (Gualberto) quem falou”, declarou, afirmando que sua prima Juliana Braga, fez o concurso e passou, com a anulação feita pelo governador Omar Aziz, ela acabou sendo na verdade prejudicada. “Não vejo como iria beneficiá-la, se ela era uma das aprovadas”.
 
Fábio Monteiro disse lamentar muito a postura tomada pelo defensor público geral que recorreu a um cartório para produzir um documento e mandar justamente ao pai do dono do Instituto Cidades, tentando assim manchar a honra de pessoas honestas como os promotores que atuam no caso, as testemunhas que tiveram a coragem de denunciar a fraude e os próprios defensores públicos que também denunciaram o esquema montado para fraudar o resultado do concurso.
 
O promotor disse que irá representar contra o defensor geral, Tibiriçá Holanda, Gualberto Graciano e todos que participaram de mais essa fraude montada para tentar reverter o que NÃO tem mais volta, a comprovação de fraude no concurso da defensoria pública. Comprovada por perícia feita pela Polícia Federal, que periciou várias provas, além das feitas pelos denunciados que não foram aprovados, mas apareceram com notas altas.

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